Unidades prisionais como lugares de cultura: relatos de interações de mulheres privadas de liberdade no Centro de Progressão Prisional Butantã (2024-2025)
IX Seminário Internacional sobre estudos em prisão
Informações
Título
Unidades prisionais como lugares de cultura: relatos de interações de mulheres privadas de liberdade no Centro de Progressão Prisional Butantã (2024-2025)
Autor(es)
Barbara Heller
Assunto
O artigo parte da hipótese de que unidades prisionais também se configuram como lugares de cultura, não apenas de confinamento. Desde agosto de 2023, a Associação Liberdades Poéticas conduz rodas de leitura no Centro de Progressão Prisional Butantã (SP-SP) para promover remição de pena por leitura (Resolução no. 391/2021 pelo Conselho Nacional de Justiça) e, simultaneamente, analisar a cultura como sistema semiótico, conforme preconizado por Lotman (1996). O corpus constitui-se das anotações do caderno de campo a partir das rodas de leitura de Viela Ensanguentada (2022), de Wesley Barbosa, autor brasileiro e periférico. A análise qualitativa, descritiva e analítica comprova a hipótese. Mesmo sob vigilância constante, as mulheres traduzem, conforme Yuri Lotman (1996), o texto lido em novos signos, transformando o espaço prisional em lugar de produção de cultura. Acionamos referenciais teóricos do campo da cultura, da semiótica, da memória social e de práticas de leitura no sistema prisional.
Área de Concentração
Comunicação e Cultura Midiática
Linha de Pesquisa
Contribuições da mídia para a interação entre grupos sociais