APRESENTAÇÃO – Uma segunda vida para as cidades musicais, um caleidoscópio de significados e abordagens no século XXI.
Documento
Metadados
Título
APRESENTAÇÃO – Uma segunda vida para as cidades musicais, um caleidoscópio de significados e abordagens no século XXI.
Título (EN)
APRESENTAÇÃO – Uma segunda vida para as cidades musicais, um caleidoscópio de significados e abordagens no século XXI.
Autor(es)
PEREIRA, Simone Luci; GUERRA, Paula; OLIVEIRA, Ana; FERNANDES, Cintia.
Instituição
Universidade Paulista
Tipo
Artigo
Coleção
Publicado em
GUERRA, Paula; PEREIRA, Simone Luci; OLIVEIRA, Ana; FERNANDES, Cíntia Sanmartin. Apresentação: uma segunda vida para as cidades musicais, um caleidoscópio de significados e abordagens no século XXI. CSOnline – Revista Eletrônica de Ciências Sociais, Juiz de Fora, n. 33, p. 130–136, 2021.
Resumo (EN)
The hustle and bustle of daily life causes children to be ignored. It makes us like music, but at least we can identify one as a favorite. As Carlos Ruiz Zafón wrote about books, we realize that in every piece of music there is a music within the music itself. In his work "The Shadow of the Wind" (2021), Zafón reflected on the number of everyday objects and things that are lost or forgotten, hence his imagination of creating a special library intended to keep the forgotten books of the city, but captive in the souls of those who read them. The same analogy can be made for this Dossier, on the second life of musical cities, in the sense that we see the city in the role of this special library, which keeps the music that has touched the souls of others. Music and sound are ubiquitous. Whether it's in the performance of a street artist, at a concert, on train tracks, in the industrial machines that create symphonies of urban development, in the chords of brisk footsteps on sidewalks, in the farewell words of another day and in the awakening of a dawn (Guerra, 2020a; 2020b). All of this is life. A second life that is neither seen nor recognized. Indeed, as Paulo Cunha e Silva has already said, the future is now (Silva, 2018). It is therefore crucial to consider the ways in which music marks the urban environment in the short, medium and long term. In fact, it suffices to exemplify this statement that only in 2015 was the city of Liverpool recognized as a "City of Music" by UNESCO, largely due to its connection with The Beatles (Aughton, 1993). Or we can also refer to cities like New Orleans in the United States of America or Rio de Janeiro in Brazil as perfect examples of contemporary musicals, because we associate each of them with a musical style, an artist, a concert, or even experiential events that are created around that idea.
Resumo
A azáfama dos quotidianos faz com os sons sejam ignotos. Fazem com que gostemos de música, mas que dificilmente possamos identificar uma como favorita. Como Carlos Ruiz Zafón escreveu sobre os livros, aferimos que em cada música há uma música dentro da própria música. Na sua obra “A Sombra do Vento” (2021), Zafón refletiu sobre a quantidade de objetivos e coisas corriqueiras que se perdem ou são esquecidas, daí ter imaginado a criação de uma biblioteca especial destinada a guardar os livros esquecidos da cidade, mas cativos na alma de quem os leu. A mesma analogia pode ser feita para este Dossiê, sobre a segunda vida das cidades musicais, no sentido em que vemos a cidade no papel dessa biblioteca especial, que guarda as músicas que tocaram nas almas de outrem. A música e o som são ubíquos. Quer seja na atuação de um artista de rua, num concerto, nos carris de um comboio, nas máquinas industriais que criam sinfonias de desenvolvimento urbano, nos acordes dos passos lestos pelas calçadas, nas palavras de despedida de mais um dia e no acordar de uma alvorada (Guerra, 2020a; 2020b). Tudo isso é uma vida. Uma segunda vida que não é vista nem reconhecida. Aliás, já dizia Paulo Cunha e Silva que o futuro é o agora (Silva, 2018). É assim determinante pensar nos modos como a música marca o urbano a curto, médio e longo prazo. Na verdade, basta ter como exemplo desta afirmação o facto de apenas em 2015 a cidade de Liverpool ter sido reconhecida como uma “City of Music” pela UNESCO, muito devido à ligação desta com os The Beatles (Aughton, 1993). Ou também podemos referir cidades como Nova Orleães nos Estados Unidos da América ou o Rio de Janeiro, no Brasil, como exemplos acabados de cidades musicais contemporâneas, isto porque a cada uma delas associámos um estilo musical, um artista, um concerto ou mesmo experiências vivenciais que se criam em torno dessa ideia.
Palavras-chave
cidades musicais; comunicação; culturas urbanas
Direito de Acesso
Acesso Aberto
Financiamento
Vice-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa - Universidade Paulista