In: Patrícia Azambuja; Melissa Moreira Rabêlo. (Org.). Ensaios sobre experiências com os sujeitos da pesquisa. 1ed.São Luiz: EDUFMA, 2023, v. 1, p. 97-121
Resumo
Apesar do profundo apreço que se tem à objetividade da ciência, não há motivos para conter a poética no fazer científico, por suas prerrogativas racionais, presumivelmente também pela possibilidade de avistar todas as instabilidades do processo. O Rapto das Sabinas, por exemplo, uma história mitológica ligada à fundação e povoamento da cidade de Roma, ilustra este fato histórico e recorrente - o sequestro de mulheres para fins de matrimônio - na sua forma mais nebulosa: como necessidade para o desenvolvimento e, sobretudo, como retrato da profunda violência imposta pelas disputas de poder. Quando a supremacia de quem se considera soberano subjuga a experiência do encontro.
Palavras-chave
objetividade, ciência, poética, mitologia, violência, poder, Rapto das Sabinas, matrimônio