Este artigo trata das operacionalizações das teorias dos afetos em sua relação com as festas de música eletrônica, em uma perspectiva do Sul Global. O objetivo é compreender as composições coletivas e singulares oportunizadas pelo encontro com a música, enquanto elemento intensificador de afetos, assim como dos trabalhos necessários para o agenciamento desses afetos. A partir de uma metodologia de inspiração etnográfica e de um movimento exploratório que inclui observação e entrevistas informais, discutimos trabalho, os circuitos afetivos e cenas musicais em uma análise piloto da festa de 5 anos do Coletivo T, de Porto Alegre, no sul do Brasil. Assim, a discussão sobre festas, corporalidades e espaços da cidade é realizada a partir de uma arqueologia da cena de música eletrônica na cidade, que desemboca em um circuito distinto de seu início, trazendo rupturas e continuidades em relação às estéticas e identidades desses eventos e seus participantes.
Palavras-chave: música eletrônica; circuitos afetivos; coletivos; LGBQIA+;
festas de rua.
Palavras-chave
música eletrônica; circuitos afetivos; coletivos; LGBQIA+; festas de rua.