O presente estudo teve como objetivo verificar, através de uma revisão de literatura, a efetividade da aplicação da hidroterapia para pacientes mulheres portadoras de fibromialgia (FM). O trabalho foi conduzido como uma revisão narrativa e a busca ocorreu nas bases de dados LILACS e PubMED, utilizando descritores como "Aquatic Therapy" e "Fibromyalgia". Foram incluídos 09 artigos, sendo eles ensaios clínicos randomizados, meta-análises e revisões sistemáticas publicados nos últimos 10 anos. A revisão demonstrou que a hidroterapia constituiu uma abordagem não medicamentosa segura e efetiva no tratamento multidisciplinar da FM. Os estudos revelaram que programas aquáticos com duração média de 8 a 16 semanas resultaram em significativa redução da dor, além de melhorias na qualidade do sono, funcionalidade e bem estar geral. Ensaios clínicos apontaram que as propriedades físico-químicas da água, como o empuxo e o calor, permitiram maior amplitude de movimento com menor desconforto, sendo a hidroterapia mais bem tolerada e apresentando alta adesão em comparação com exercícios em solo. Observou-se o aumento da tolerância ao exercício e a diminuição da sensibilidade à dor, com efeitos benéficos consistentes sobre a qualidade de vida. Concluiu-se que a hidroterapia mostrou-se eficaz no tratamento da fibromialgia, reduzindo dor e hipersensibilidade, melhorando sono, função física, equilíbrio, relaxamento muscular e qualidade de vida de mulheres com a síndrome.