Don’t go with the flow ou pelo direito de ser infeliz: o contra-flow queer como recurso afetivo em jogos digitais
Documento
Metadados
Título
Don’t go with the flow ou pelo direito de ser infeliz: o contra-flow queer como recurso afetivo em jogos digitais
Título (EN)
Don’t go with the flow ou pelo direito de ser infeliz: o contra-flow queer como recurso afetivo em jogos digitais
Autor(es)
Lucas Goulart Teixeira, Henrique Caetano Nardi, Adriana da Rosa Amaral
Instituição
Universidade Paulista
Publicado em
GOULART, Lucas; NARDI, Henrique Caetano; DA ROSA AMARAL, Adriana. Don’t go with the flow ou pelo direito de ser infeliz: o contra-flow queer como recurso afetivo em jogos digitais. Intexto, Porto Alegre, n. 56, 2024. DOI: 10.19132/1807-8583.56.136474.
Resumo (EN)
This article aims to critique the uses of the so-called flow in game design. Established as an important theory responsible for defining what constitutes a good game, flow was a tool developed to enable an optimizing and happiness-producing experience. However, this experience presents ideological underpinnings that ultimately position it as a tool for the continuity of the existing system, which must remain uncritical. Using mechanics originally designed for flow and the belief of players in this context, avant-garde queer American scenes compose the counter-flow: a proposal to disrupt the escapist fun presented by mainstream flow, using historical subjective positions of LGBTQ and feminist communities to create feelings of anguish, frustration, and sadness. These productions reveal themselves as a critical proposition of flow, demonstrating its ideological and political relationships.
Resumo
Este artigo tem como objetivo realizar uma crítica aos usos do chamado flow presente no game design. Composto como uma importante teoria responsável por definir o que é um bom jogo, o flow foi uma ferramenta desenvolvida para possibilitar uma experiência otimizante e produtora de felicidade. Contudo, essa experiência apresenta substratos ideológicos que acabam por colocá-la como uma ferramenta de continuidade do sistema vigente, que deve permanecer acrítica. Utilizando-se de mecânicas originalmente compostas para o flow e da crença de jogadores/as nesse contexto, cenas avant gard queer estadunidenses compõem o contra-flow: uma proposta de perturbação da diversão escapista apresentada pelo flow mainstream, utilizando-se de posições subjetivas históricas das comunidades LGBTQ e feministas para criar sentimentos de angústia, frustração e tristeza. Essas produções revelam-se como uma proposição crítica do flow, demonstrando suas relações ideológicas e políticas.
Direito de Acesso
Acesso Aberto
Financiamento
CNPq