EXERCÍCIO FÍSICO, EPIGENÉTICA E SISTEMA NERVOSO CENTRAL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA.
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Informações
Título
EXERCÍCIO FÍSICO, EPIGENÉTICA E SISTEMA NERVOSO CENTRAL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA.
Título (EN)
Physical exercise, epigenetics, and the central nervous system: integrative review1. Universidade de Taubaté (UNITAU), Taubaté, SP, Brasil2. UNOESC campus II, Joaçaba, SC, Brasil3. Instituto Nacional do Câncer (INCA), Rio de Janeiro, RJ, Brasil4. Universidade Paulista (UNIP), São Paulo, SP, Brasil
Autor(es)
Furtado, L. de A. ., Yamada, A. K., Carvalho, L. B. ., Remor, A. P. ., Limia, C. E. G. ., Luciano Paiva, A., & Silva, R. A. da. | 1. Universidade de Taubaté (UNITAU), Taubaté, SP, Brasil2. UNOESC campus II, Joaçaba, SC, Brasil3. Instituto Nacional do Câncer (INCA), Rio de Janeiro, RJ, Brasil4. Universidade Paulista (UNIP), São Paulo, SP, Brasil
Instituição
Universidade Paulista
Tipo
Artigo
Tipo de Mídia
Revista
Resumo (EN)
Introduction: Epigenetics represents an emerging field in neuroscience that investigates how environmental factors, such as physical exercise, modulate gene expression without altering the DNA sequence. Evidence suggests that physical exercise positively influences synaptic plasticity, neurogenesis, and cognitive function through epigenetic mechanisms in the central nervous system (CNS).Objective: This integrative review aimed to analyze the epigenetic effects of physical exercise on the CNS, highlighting molecular changes, brain regions involved, and possible therapeutic implications.Methods: A systematic search was conducted in PubMed, Lilacs, and Scielo databases using the descriptors “exercise,” “epigenetics,” and “central nervous system.” Articles published between 2020 and 2025 addressing the epigenetic effects of exercise on the CNS in both animal and human models were included. After applying eligibility criteria, 21 studies were selected for analysis. Results: The studies included were of a preclinical/experimental nature. Findings demonstrate that physical exercise promotes relevant epigenetic changes, such as DNA methylation and demethylation, histone acetylation, regulation of miRNAs, and modulation of enzymes such as TET3 and FTO. These changes were observed in regions such as the hippocampus, prefrontal cortex, hypothalamus, and motor cortex, influencing genes such as BDNF, IGF-1, and VEGF. The effects were associated with improvements in synaptic plasticity, cognitive function, neurogenesis, and stress response.Conclusion: Physical exercise stands out as a promising non-pharmacological intervention in the epigenetic modulation of the CNS, with potential therapeutic implications for the prevention and treatment of neuropsychiatric and neurodegenerative disorders.
Resumo
Introdução: A epigenética representa um campo emergente na neurociência que investiga como fatores ambientais, como o exercício físico, modulam a expressão gênica sem alterar a sequência do DNA. Evidências sugerem que a exercício físico influencia positivamente a plasticidade sináptica, a neurogênese e a função cognitiva por meio de mecanismos epigenéticos no sistema nervoso central (SNC). Objetivo: Esta revisão integrativa teve como objetivo analisar os efeitos epigenéticos do exercício físico sobre o SNC, destacando alterações moleculares, regiões cerebrais envolvidas e possíveis implicações terapêuticas. Métodos: Foi realizada uma busca sistemática nas bases PubMed, Lilacs e Scielo, com os descritores "exercise", "epigenetics" e "central nervous system". Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2025, que abordassem os efeitos epigenéticos do exercício no SNC em modelos animais e humanos. Após os critérios de elegibilidade, 21 estudos foram selecionados para análise. Resultados: Os estudos utilizados foram de natureza pré-clínica/ experimental. Os achados demonstram que o exercício físico promove alterações epigenéticas relevantes, como metilação e desmetilação do DNA, acetilação de histonas, regulação de miRNAs e modulação de enzimas como TET3 e FTO. Tais alterações foram observadas em regiões como hipocampo, córtex pré-frontal, hipotálamo e córtex motor, influenciando genes como BDNF, IGF-1 e VEGF. Os efeitos foram relacionados à melhora da plasticidade sináptica, função cognitiva, neurogênese e resposta ao estresse. Conclusão: O exercício físico configura-se como uma intervenção não farmacológica promissora na modulação epigenética do SNC, com implicações terapêuticas potenciais para prevenção e tratamento de distúrbios neuropsiquiátricos e neurodegenerativos.
Palavras-chave
BDNF, epigenética, exercício físico, neurogênese, plasticidade neuronal, sistema nervoso central
Publicado em
Revista CPAQV - Centro De Pesquisas Avançadas Em Qualidade De Vida , 17(3), 23.
Direito de Acesso
Acesso Aberto