ASSOCIAÇÃO ENTRE MORDIDA CRUZADA POSTERIOR UNILATERAL E ALTERAÇÕES CONDILARES EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES: revisão sistemática de estudos tomográficos
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Informações
Título
ASSOCIAÇÃO ENTRE MORDIDA CRUZADA POSTERIOR UNILATERAL E ALTERAÇÕES CONDILARES EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES: revisão sistemática de estudos tomográficos
Título (EN)
Association between unilateral posterior crossbite and mandibular condylar changes in children and adolescents: A systematic review of tomographic studies
Autor(es)
Cyntia Luciancencov Petrillo
Orientador(es)
Cristina Lúcia Feijó Ortolani
Data de Defesa
22/06/2026
Resumo (EN)
Objective: To evaluate the association between unilateral posterior crossbite (UPCB) and condylar alterations in children and adolescents assessed using tomographic imaging methods.
Methods: This systematic review was conducted and reported in accordance with the PRISMA 2020 statement. A predefined protocol was registered in PROSPERO (CRD420261363733). Electronic searches were performed in Embase, LILACS, MEDLINE/PubMed, Scopus, and Web of Science, complemented by gray literature searches in Google Scholar and ProQuest Dissertations & Theses Global, with no restrictions on language or publication date. An additional citation search was conducted using CitationChaser. Eligibility criteria were established according to the PECOS framework: population, children and adolescents; exposure, unilateral posterior crossbite; comparison, individuals without unilateral posterior crossbite; outcome, condylar alterations assessed by computed tomography (CT) or cone-beam computed tomography (CBCT); and study design, observational studies. Two independent reviewers performed study selection, data extraction, and risk of bias assessment, with disagreements resolved by a third reviewer. Risk of bias was assessed using the Joanna Briggs Institute (JBI) critical appraisal tools, and the findings were synthesized narratively.
Results: The database search identified 452 records, in addition to 106 records from the gray literature. Citation tracking using CitationChaser identified a further 583 records. After duplicate removal and application of the eligibility criteria, 10 studies were included, comprising 475 participants (248 with unilateral posterior crossbite and 227 controls). Seven studies had a cross-sectional design and three were cohort studies. Condylar asymmetry was assessed in five studies, of which two (40%) reported significant differences in specific measurements, whereas three (60%) found no significant differences. Condylar position was investigated in four studies; three (75%) reported no differences between groups, while one (25%) found a reduced posterior joint space. Morphological condylar dimensions were evaluated in five studies, with inconsistent findings and no consistent pattern. Most studies were judged to be at low risk of bias, with the main methodological limitations related to the control of confounding factors and loss to follow-up.
Conclusion: The available evidence does not support an association between unilateral posterior crossbite and condylar alterations in children and adolescents assessed by tomographic imaging methods. Although some studies reported differences in condylar asymmetry, morphology, or position, the findings were inconsistent and did not demonstrate a consistent pattern of condylar alterations. Longitudinal studies using standardized diagnostic protocols and reproducible three-dimensional imaging methods are needed to clarify the relationship between unilateral posterior crossbite and mandibular condylar adaptations during craniofacial growth.
Methods: This systematic review was conducted and reported in accordance with the PRISMA 2020 statement. A predefined protocol was registered in PROSPERO (CRD420261363733). Electronic searches were performed in Embase, LILACS, MEDLINE/PubMed, Scopus, and Web of Science, complemented by gray literature searches in Google Scholar and ProQuest Dissertations & Theses Global, with no restrictions on language or publication date. An additional citation search was conducted using CitationChaser. Eligibility criteria were established according to the PECOS framework: population, children and adolescents; exposure, unilateral posterior crossbite; comparison, individuals without unilateral posterior crossbite; outcome, condylar alterations assessed by computed tomography (CT) or cone-beam computed tomography (CBCT); and study design, observational studies. Two independent reviewers performed study selection, data extraction, and risk of bias assessment, with disagreements resolved by a third reviewer. Risk of bias was assessed using the Joanna Briggs Institute (JBI) critical appraisal tools, and the findings were synthesized narratively.
Results: The database search identified 452 records, in addition to 106 records from the gray literature. Citation tracking using CitationChaser identified a further 583 records. After duplicate removal and application of the eligibility criteria, 10 studies were included, comprising 475 participants (248 with unilateral posterior crossbite and 227 controls). Seven studies had a cross-sectional design and three were cohort studies. Condylar asymmetry was assessed in five studies, of which two (40%) reported significant differences in specific measurements, whereas three (60%) found no significant differences. Condylar position was investigated in four studies; three (75%) reported no differences between groups, while one (25%) found a reduced posterior joint space. Morphological condylar dimensions were evaluated in five studies, with inconsistent findings and no consistent pattern. Most studies were judged to be at low risk of bias, with the main methodological limitations related to the control of confounding factors and loss to follow-up.
Conclusion: The available evidence does not support an association between unilateral posterior crossbite and condylar alterations in children and adolescents assessed by tomographic imaging methods. Although some studies reported differences in condylar asymmetry, morphology, or position, the findings were inconsistent and did not demonstrate a consistent pattern of condylar alterations. Longitudinal studies using standardized diagnostic protocols and reproducible three-dimensional imaging methods are needed to clarify the relationship between unilateral posterior crossbite and mandibular condylar adaptations during craniofacial growth.
Resumo
Avaliar a associação entre a mordida cruzada posterior unilateral (MCPU) e alterações condilares em crianças e adolescentes avaliados por métodos tomográficos.
Métodos: Esta revisão sistemática foi reportada de acordo com as recomendações do PRISMA 2020. Um protocolo previamente elaborado foi registrado no PROSPERO (CRD420261363733). Foram realizadas buscas nas bases de dados Embase, LILACS, MEDLINE/PubMed, Scopus e Web of Science, complementadas por literatura cinzenta nas plataformas Google Scholar e ProQuest Dissertations & Theses Global, sem restrições de idioma ou data de publicação. Também foi realizada busca adicional utilizando o CitationChaser. Os critérios de elegibilidade foram definidos de acordo com a estratégia PECOS: população, crianças e adolescentes; exposição, mordida cruzada posterior unilateral; comparação, indivíduos sem mordida cruzada posterior unilateral; desfecho, alterações condilares avaliadas por tomografia computadorizada ou tomografia computadorizada de feixe cônico; e desenho do estudo, estudos observacionais. Dois revisores independentes realizaram a seleção dos estudos, a extração dos dados e a avaliação do risco de viés, sendo as discordâncias resolvidas por um terceiro revisor. O risco de viés foi avaliado por meio das ferramentas JBI, e os resultados foram sintetizados de forma narrativa.
Resultados: A busca identificou 452 registros nas bases de dados , além de 106 registros na literatura cinzenta. A busca adicional por rastreamento de citações utilizando o Citation Chaser identificou 583 registros. Após a remoção dos duplicados e a aplicação dos critérios de elegibilidade, 10 estudos foram incluídos, totalizando 475 participantes (248 com mordida cruzada posterior unilateral e 227 controles). Sete estudos apresentaram delineamento transversal e três foram de coorte. A assimetria condilar foi avaliada em cinco estudos, dos quais dois (40%) identificaram diferenças significativas em medidas específicas, enquanto três (60%) não observaram diferenças. A posição condilar foi investigada em quatro estudos; três (75%) não encontraram diferenças entre os grupos e um (25%) relatou redução do espaço articular posterior. As dimensões morfológicas foram avaliadas em cinco estudos, com resultados divergentes e sem padrão consistente.
Na avaliação do risco de viés, a maioria dos estudos apresentou baixo risco, com limitações principalmente relacionadas ao controle de fatores de confusão e às perdas de seguimento.
Conclusão: As evidências disponíveis não permitem estabelecer uma associação entre a mordida cruzada posterior unilateral e alterações condilares em crianças e adolescentes avaliados por métodos tomográficos. Embora alguns estudos tenham identificado diferenças na assimetria, morfologia ou posição condilar, os achados foram divergentes e não permitiram definir um padrão de alterações. Estudos longitudinais, com protocolos diagnósticos padronizados e métodos tridimensionais reprodutíveis, são necessários para esclarecer a relação entre essa má oclusão e as adaptações do côndilo mandibular durante o crescimento craniofacial.
Métodos: Esta revisão sistemática foi reportada de acordo com as recomendações do PRISMA 2020. Um protocolo previamente elaborado foi registrado no PROSPERO (CRD420261363733). Foram realizadas buscas nas bases de dados Embase, LILACS, MEDLINE/PubMed, Scopus e Web of Science, complementadas por literatura cinzenta nas plataformas Google Scholar e ProQuest Dissertations & Theses Global, sem restrições de idioma ou data de publicação. Também foi realizada busca adicional utilizando o CitationChaser. Os critérios de elegibilidade foram definidos de acordo com a estratégia PECOS: população, crianças e adolescentes; exposição, mordida cruzada posterior unilateral; comparação, indivíduos sem mordida cruzada posterior unilateral; desfecho, alterações condilares avaliadas por tomografia computadorizada ou tomografia computadorizada de feixe cônico; e desenho do estudo, estudos observacionais. Dois revisores independentes realizaram a seleção dos estudos, a extração dos dados e a avaliação do risco de viés, sendo as discordâncias resolvidas por um terceiro revisor. O risco de viés foi avaliado por meio das ferramentas JBI, e os resultados foram sintetizados de forma narrativa.
Resultados: A busca identificou 452 registros nas bases de dados , além de 106 registros na literatura cinzenta. A busca adicional por rastreamento de citações utilizando o Citation Chaser identificou 583 registros. Após a remoção dos duplicados e a aplicação dos critérios de elegibilidade, 10 estudos foram incluídos, totalizando 475 participantes (248 com mordida cruzada posterior unilateral e 227 controles). Sete estudos apresentaram delineamento transversal e três foram de coorte. A assimetria condilar foi avaliada em cinco estudos, dos quais dois (40%) identificaram diferenças significativas em medidas específicas, enquanto três (60%) não observaram diferenças. A posição condilar foi investigada em quatro estudos; três (75%) não encontraram diferenças entre os grupos e um (25%) relatou redução do espaço articular posterior. As dimensões morfológicas foram avaliadas em cinco estudos, com resultados divergentes e sem padrão consistente.
Na avaliação do risco de viés, a maioria dos estudos apresentou baixo risco, com limitações principalmente relacionadas ao controle de fatores de confusão e às perdas de seguimento.
Conclusão: As evidências disponíveis não permitem estabelecer uma associação entre a mordida cruzada posterior unilateral e alterações condilares em crianças e adolescentes avaliados por métodos tomográficos. Embora alguns estudos tenham identificado diferenças na assimetria, morfologia ou posição condilar, os achados foram divergentes e não permitiram definir um padrão de alterações. Estudos longitudinais, com protocolos diagnósticos padronizados e métodos tridimensionais reprodutíveis, são necessários para esclarecer a relação entre essa má oclusão e as adaptações do côndilo mandibular durante o crescimento craniofacial.
Tipo
Dissertação
Palavras-chave
Mordida cruzada; Côndilo mandibular; Tomografia computadorizada; Crianças; Adolescentes.
Área de Concentração
Clínica Odontológica
Linha de Pesquisa
Prevenção, terapêutica e materiais relacionados às condições do sistema estomatognático
Grupo de Pesquisa da UNIP cadastrado no CNPq
Estudos aplicados à ortodontia e ortopedia facial
Instituição
Universidade Paulista
Financiamento
CAPES
Direito de Acesso
Acesso Aberto