Tratamento de corantes do tipo azo utilizados na indústria têxtil com fungos A. niger e P. ostreatus
Título (EN)
Treatment of azo-types dyes used in the textile industry with the fungi A. niger and P. ostreatus
Autor(es)
Daniela Araujo Motohiro
Orientador(a)
Regina Yuri Hashimoto Miura
Resumo
Os corantes possuem alta solubilidade em água e resistência a degradação microbiana, dificultando sua decomposição, portanto, prejudiciais ao ambiente se despejados sem tratamento. O objetivo desta pesquisa foi avaliar a capacidade de descoloração por degradação e adsorção dos corantes têxteis laranja (Nylosan Laranja S-3R sgr) e azul (LanasetBlue 2RA) pelos fungos Aspergillus niger CCIBt 1931 e Pleurotus ostreatus CCIBt 2352. Para cada bioensaio, foram realizados repiques das linhagens em meios adequados para seu crescimento. Para avaliar a degradação, após obtenção da biomassa, estas foram introduzidas em meio contendo a concentração de 0,2 g/L de cada corante e incubadas a 25ºC por 15 dias, sob agitação. Na adsorção, a biomassa foi autoclavada e submetidas as mesmas condições. Após esse período foi avaliada a descoloração do meio líquido por espectrofotometria. A toxicidade foi avaliada em sementes de Cucumis sativus após 76 horas de semeadura em contato com meio pós-tratamento. A. niger foi capaz de degradar o corante azul e laranja em 62,64% e 95,39%, respectivamente, e P. ostreatus 97,70% e 99,99%, respectivamente. Os tratamentos diminuíram a toxicidade em relação aos controles. Já nos tratamentos com as biomassas autoclavadas, a adsorção dos corantes azul e laranja foram 88,08% e 73,96% para A. niger, e 15,46% e 1,91% para P. ostreatus respectivamente. Contudo, a solução tratada por A. niger se tornou tóxica igualando-se ao controle negativo. Já para P. ostreatus não ocorreu alteração na toxicidade. Desta forma, a utilização dos fungos vivos apresenta melhores resultados quanto a descoloração e toxicidade, destacando-se P. ostreatus.