Saúde mental dos profissionais de enfermagem pós Covid-19: repercussões e cuidados
Documento
Informações
Título
Saúde mental dos profissionais de enfermagem pós Covid-19: repercussões e cuidados
Título (EN)
Mental health of nursing professionals post-Covid-19: repercussions and care
Autor(es)
Gisele Bezerra de Sousa | Joyce Maria de Freitas | Kathleen Gabrielly Carlos Soares | Selma Samara Felix de Farias | Sheise Lidiane Guedes Sant'anna | Thaynara Santos Ribeiro
Orientador(a)
Daniele Carlin
Resumo
A pandemia de COVID-19 impôs um severo impacto à saúde mental dos profissionais de enfermagem, deixando sequelas que perduram no período pós-crise. Este estudo teve como objetivo geral identificar e analisar a percepção da equipe de enfermagem
sobre as estratégias de apoio psicológico oferecidas pelas instituições de saúde. Para tal, desenvolveu-se uma pesquisa de campo, de abordagem quanti-qualitativa e natureza descritivo- exploratória, aplicada remotamente via questionário online. A amostra foi composta por 207 profissionais que atuaram durante a pandemia, muitos dos quais na linha de frente (83,5%). Os resultados centrais demonstraram um hiato crítico entre a necessidade de cuidado e a oferta de suporte. Constatou-se que o adoecimento se cronificou, com 90,8% dos participantes portando níveis de estresse "Alto" ou "Moderado", e uma alta relevância de sintomas como ansiedade (58,5%) e fadiga/exaustão (42,2%), muitos deles (40,8%) vivenciados sem diagnóstico médico formal. Em contrapartida direta a essa necessidade, a maioria (51,2%) afirmou que "Nenhum serviço foi oferecido" pela instituição. As ações, quando existiram, foram avaliadas como pontuais (35,7% "Apenas uma vez") e insuficientemente divulgadas, com 75,3% da amostra considerando a comunicação inadequada, levando 50,7% a sequer conseguir avaliar a eficácia do apoio. A pesquisa identificou que as principais barreiras ao acesso não foram a ecusa individual, mas sim falhas estruturais, notadamente Horários incompatíveis" (34,3%) e "Falta de divulgação" (33,8%). Como solução, os profissionais sugeriram "Ações permanentes e contínuas" (65,7%) e "Incentivo de líderes e gestores" (51,2%). Conclui-se que as instituições falharam em proteger sua linha de frente no pós-pandemia, indicando a urgência de substituir ações paliativas por políticas de saúde ocupacional robustas, contínuas e integradas à rotina de trabalho.
Palavras-chave
Saúde mental | Profissionais de enfermagem | Covid-19 | Apoio institucional | Estresse psicológico
Curso
Enfermagem
Área de Concentração
Saúde ocupacional
Data de Defesa
28/11/2025
Local/Campus
Cidade Universitária
Direito de Acesso
Acesso Aberto