Restaurações em dentes tratados endodonticamente: quando indicar restaurações indiretas
Autor(es)
Caroline Gonçalves Pereira
Orientador(a)
Martín Antúnez de Mayolo Kreidler
Coorientador(a)
Flávia Magnani Bevilacqua
Resumo
A restauração de dentes tratados endodonticamente é um desafio devido à perda de estrutura por cárie, restaurações prévias e acesso endodôntico, o que compromete a resistência mecânica e aumenta o risco de fraturas. Esta revisão de literatura, com base em artigos publicados entre 2001 e 2025, analisou os critérios de escolha entre restaurações diretas e indiretas, com foco nas indicações das técnicas indiretas. Os resultados indicam que a quantidade de remanescente dental é o fator decisivo para o planejamento. Enquanto restaurações diretas em resina composta são indicadas para perdas estruturais pequenas por serem mais conservadoras e de menor custo, as restaurações indiretas (inlays, onlays, overlays e coroas) são preferíveis em casos de grande destruição coronária. Estas oferecem melhores propriedades mecânicas, maior resistência à fratura e melhor distribuição de tensões oclusais, especialmente quando há cobertura de cúspide. Técnicas como endocoroas também se destacam como alternativas eficazes e conservadoras por dispensarem pinos intrarradiculares. Conclui-se que a indicação restauradora deve ser individualizada, considerando o comportamento biomecânico do remanescente. Embora as técnicas diretas possuam benefícios, as restaurações indiretas apresentam maior previsibilidade clínica e proteção estrutural em dentes com grande comprometimento, sendo fundamentais para o prognóstico a longo prazo.