Resistência bacteriana em Staphylococcus aureus: mecanismos, impacto clínico e estratégias de controle
Autor(es)
Carolina de Souza Lima
Orientador(a)
Nayla de Souza Pitangui
Resumo
A resistência bacteriana é um fenômeno de grande preocupação na microbiologia clínica e um desafio crescente para os sistemas de saúde globais. Dentre os microrganismos de maior relevância, Staphylococcus aureus destaca-se por sua variabilidade patogênica e pela capacidade de desenvolver múltiplos mecanismos de resistência aos antimicrobianos, principalmente à meticilina. As cepas resistentes, conhecidas como MRSA(Methicillin-Resistant Staphylococcus aureus), representam uma ameaça significativa em ambientes hospitalares e comunitários, causando infecções graves e potencialmente fatais. O presente trabalho tem como objetivo analisar os mecanismos de resistência em S. aureus, com ênfase na expressão do gene mecA e na produção da proteína PBP2a (Penicillin-Binding Protein, 2a ), além de reconhecer o impacto clínico dessas cepas e debater medidas efetivas de controle e prevenção. O gene mecA, codifica a proteína PBP2a que apresenta baixa afinidade por antibióticos β-lactâmicos e confere ao S. aureus resistência a penicilinas e cefalosporinas, destacando a importância de sua detecção e monitoramento clínico. A metodologia utilizada baseou-se em uma revisão bibliográfica, com análise dos artigos levantados das bases de dados PubMed e SciELO. Os resultados destacam o valor do diagnóstico laboratorial preciso, realizado pelo biomédico, na identificação de cepas resistentes, bem como para a necessidade de medidas integradas de vigilância epidemiológica, biossegurança e uso racional de antimicrobianos. Sugere-se que o enfrentamento da resistência bacteriana em S. aureus requer ações multidisciplinares e contínuas, com participação ativa do biomédico no controle dessa problemática de saúde pública.