Relação da disfunção temporomandibular e fibromialgia: revisão de literatura
Documento
Informações
Título
Relação da disfunção temporomandibular e fibromialgia: revisão de literatura
Autor(es)
Rebeca Bittencourt da Cunha
Orientador(a)
Lígia Luiza Buarque Silva
Resumo
A dor crônica configura-se como um importante desafio para a saúde pública, uma vez que compromete de forma significativa a qualidade de vida e a capacidade funcional dos indivíduos. O objetivo geral deste trabalho consiste em analisar a relação entre a fibromialgia e a disfunção temporomandibular, abordando seus principais aspectos clínicos, possíveis mecanismos envolvidos e as abordagens terapêuticas descritas na literatura. A revisão de literatura baseou-se em estudos nacionais e internacionais recentes, variando de 2018 até 2025, demonstrando a finalidade de contribuir para uma melhor compreensão dessas condições e para o aprimoramento das estratégias de cuidado voltadas aos pacientes acometidos por essas patologias. Foi observado que a fibromialgia é uma síndrome crônica caracterizada por dor musculoesquelética generalizada, de natureza não inflamatória, cuja etiologia ainda não está completamente elucidada. Atualmente, compreende-se que sua manifestação está relacionada, sobretudo, a alterações na modulação da dor pelo sistema nervoso central. Paralelamente, a disfunção temporomandibular (DTM) configura-se como uma condição dolorosa que acomete a articulação temporomandibular e os músculos mastigatórios, podendo provocar sintomas como dor orofacial, limitação dos movimentos mandibulares, ruídos articulares e cefaleia. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo aspectos biomecânicos, musculares e psicossociais, e sua prevalência é significativa na população geral. A literatura evidencia uma importante associação entre fibromialgia e DTM, sugerindo a existência de mecanismos fisiopatológicos compartilhados, especialmente relacionados à sensibilização central. Pacientes com fibromialgia apresentam maior predisposição ao desenvolvimento de DTM, o que pode intensificar a dor e comprometer ainda mais a função mandibular e o bem-estar. Diante disso, pode-se concluir que torna-se fundamental uma abordagem clínica integrada e individualizada, que considere tanto os aspectos físicos quanto emocionais dessas condições. O diagnóstico precoce e o manejo multidisciplinar são essenciais para a diminuir os sintomas e para a promoção do bem-estar dos pacientes, reforçando a necessidade de constante atualização e preparo dos profissionais de saúde frente à complexidade dessas patologias.
Palavras-chave
Fibromialgia | Síndrome da articulação temporomandibular | Dor facial | Doença crônica
Curso
Odontologia
Área de Concentração
Disfunção temporomandibular
Data de Defesa
28/05/2026
Local/Campus
Campinas Swift
Direito de Acesso
Acesso Aberto