O acidente vascular cerebral, ou AVC, é uma das principais condições neurológicas que causam sequelas motoras nos membros superiores, que por sua vez afetam a funcionalidade refletindo negativamente na qualidade de vida. O tratamento deve visar restaurar a capacidade funcional desses indivíduos nas atividades básicas e instrumentais de vida diária. Tratamentos baseados na realidade virtual mostraram-se eficazes na recuperação da marcha em indivíduos pós-AVC, porém há lacunas em relação a melhora das atividades manuais com o uso dessa modalidade. Assim, este trabalho teve como objetivo examinar estudos na área de reabilitação motora de membros superiores em pacientes pós-AVC utilizando a realidade virtual. Este trabalho foi realizado por meio de uma revisão literária por meio das bases de dados SciELO, PEDro e PubMed, com os descritores revisados pelo DeCS em inglês: “Virtual reality”, “vídeo game”, “exergames’, “exergaming”, “upper limb”, “stroke”; e em português: “realidade virtual”, “membro superior”, “acidente vascular cerebral”, “vídeo game”, “exergames”; considerando estudos publicados nos últimos dez anos. A estratégia de busca nas bases de dados identificou um total de 557 artigos e um total de 17 artigos foram enquadrados. Como conclusão, foi observado que a realidade virtual pode ser empregada como modalidade terapêutica na recuperação de pacientes que sofrem com sequelas motoras nos membros superiores após o AVC devido as melhoras consistentes principalmente em quesitos de adesão e engajamento, mas também a melhora em algumas escalas de avaliação funcional, como a FMA-MS.