Os efeitos do exercício físico sobre as funções cognitivas de indivíduos com doença de alzheimer
Título (EN)
The effects of physical exercise on the cognitive functions of individuals with alzheimer's disease
Autor(es)
Alexandre Santos Caires de Oliveira | Miguel Henrique Ribeiro dos Santos
Orientador(a)
Maria Talita dos Santos Guimarães
Resumo
A Doença de Alzheimer (DA) é uma condição neurodegenerativa
crônica, principal causa de demência em idosos, caracterizada pela perda progressiva da memória e comprometimento das funções executivas. Devido à natureza progressiva da doença e às limitações dos tratamentos farmacológicos, há uma crescente busca por intervenções complementares, como o exercício físico. Este estudo teve como objetivo identificar os efeitos do exercício físico sobre as funções cognitivas de indivíduos com DA. Trata-se de uma revisão de literatura realizada nas bases de dados Medline via PubMed, SciELO, LILACS e PEDro, utilizando descritores como "Doença de Alzheimer" e "Exercício Físico". Foram selecionados 10 artigos publicados entre 2015 e 2025. A análise dos resultados sugere que o exercício físico é uma intervenção eficaz no manejo da DA. Os ensaios clínicos analisados demonstraram que o exercício é capaz de atenuar o declínio cognitivo global e promover melhorias significativas em domínios cognitivos específicos, como Funções Executivas, Memória Verbal e Atenção. Esses efeitos foram, em alguns estudos, correlacionados com a melhora da aptidão cardiorrespiratória e a preservação da estrutura cerebral, especificamente o volume do Hipocampo. Adicionalmente, a intervenção motora contribuiu consistentemente para a redução dos sintomas neuropsiquiátricos (como depressão e agitação) e para a manutenção ou melhora da capacidade funcional dos indivíduos com DA. Conclui-se que a prática de exercício físico é uma ferramenta terapêutica valiosa, proporcionando melhora na qualidade de vida e auxiliando no controle da evolução da doença.