A identificação de cadáveres é uma das principais tarefas das ciências forenses, desempenhando um papel fundamental na resolução de investigações criminais, desastres em massa e casos de pessoas desaparecidas. Tradicionalmente, métodos como a análise de impressões digitais (Papiloscopia), exames antropológico, odontológicos e de DNA têm sido os mais utilizados devido à sua alta precisão. No entanto, essas abordagens apresentam desafios, como tempo de processamento prolongado e a necessidade de dados ante-mortem para comparação. Este trabalho explorou os avanços nos meios de identificação forense, destacando as perspectivas futuras com o uso da Inteligência artificial nesse campo. Apesar dos desafios éticos e metodológicos envolvidos, a adoção de sistemas inteligentes promete transformar a identificação de cadáveres, tornando mais rápida, acessível e confiável. A escassez de fontes confiáveis relacionadas à aplicação da inteligência artificial na identificação cadavérica constituiu-se como o principal desafio enfrentado ao longo do desenvolvimento deste trabalho. Essa limitação, entretanto, reforçou a relevância da pesquisa e serviu como motivação para que este estudo também se tornasse uma fonte de referência teórica e técnica para futuras investigações sobre o tema. A incorporação de tecnologias como machine learning , visão computacional e reconstrução facial 3D tem permitido alcançar resultados antes inimagináveis na identificação humana. Diante desse cenário, conclui-se que a identificação cadavérica nas Ciências Forenses, impulsionada pelas tecnologias mais recentes do mercado, apresenta um futuro promissor; contudo, dependerá diretamente da convergência entre inovação tecnológica, capacitação contínua dos profissionais e responsabilidade ética na aplicação dessas ferramentas.