A lesão medular (LM) é caracterizada por qualquer dano às estruturas localizadas no canal medular incluindo a medula espinhal, o cone medular e a cada equina pode ocasionar comprometimentos motores, sensitivos e autonômicos, essas alterações impactam significativamente a qualidade de vida dos indivíduos, uma vez que podem limitar a independência funcional, a mobilidade, a participação social e bem-estar emocional, a LM frequentemente está associada a desafios psicológicos e sociais, como depressão e dificuldades de reintegração às atividades cotidianas, influenciando a adaptação e percepção de qualidade de vida. O presente artigo teve como objetivo analisar o impacto dos esportes adaptados na qualidade de vida (QV) de pessoas com lesão medular (LM) por meio de uma revisão bibliográfica. Realizaram-se buscas nas bases de dados PubMed, Scielo, Lilacs e Medline, utilizando os descritores em português e inglês. Foram incluídos artigos na íntegra publicados nos últimos dez anos, sendo seis estudos elegíveis para a síntese. Os resultados evidenciaram que a prática de esportes adaptados exerceu um impacto positivo e multidimensional na vida dos indivíduos com lesão medular, promovendo melhorias significativas nos aspectos físicos, psicológicos e sociais. Intervenções estruturadas (como programas de exercício supervisionado) e recreativas (como escalada adaptada e sit-ski) mostraram-se eficazes para o aumento da força, do equilíbrio, da independência funcional e da autoestima, impactando diretamente a qualidade de vida. Concluiu-se que o esporte adaptado representou um recurso valioso e eficaz na reabilitação fisioterapêutica, reforçando sua importância como componente complementar para a recuperação funcional, inclusão social e qualidade de vida desses indivíduos