O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por déficits na comunicação social, comportamentos repetitivos e alterações cognitivas, frequentemente acompanhados de comprometimentos motores. Este estudo teve como objetivo analisar o impacto da realidade virtual (RV) não imersiva sobre a função motora e cognitiva de crianças com TEA, verificando seus benefícios e limitações no contexto terapêutico. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados PubMed, Scielo e ScienceDirect, utilizando os descritores “Função
cognitiva”, “Realidade virtual” e “Autismo”, além de seus correspondentes em inglês. Foram incluídos artigos publicados entre 2019 e 2025, disponíveis em português e inglês, que abordassem intervenções com RV voltadas ao aprimoramento motor e cognitivo de crianças com TEA. Os resultados indicaram que a RV não imersiva favorece o engajamento, a atenção, a motivação e a interação social, promovendo melhorias significativas em aspectos cognitivos e perceptuais. No entanto, os ganhos motores ainda se mostram inconsistentes, variando conforme o tipo de sistema, o tempo de exposição e os métodos de avaliação. Conclui-se que a RV não imersiva é uma ferramenta promissora e complementar à reabilitação convencional, capaz de potencializar o aprendizado motor, cognitivo e social de crianças com TEA, especialmente quando aplicada de forma estruturada,
adaptativa e contínua.