A tendinopatia do tendão calcâneo é uma condição musculoesquelética comum, multifatorial e frequentemente associada a sobrecarga mecânica repetitiva, sendo prevalente entre atletas e indivíduos fisicamente ativos. O presente trabalho teve como objetivo revisar e analisar as evidências científicas mais recentes sobre as intervenções fisioterapêuticas aplicadas ao tratamento dessa patologia. Foi realizada uma revisão narrativa de literatura nas bases PubMed, SciELO e PEDro, considerando estudos publicados nos últimos dez anos. Os achados evidenciam que o exercício terapêutico constitui a base do tratamento, sendo os protocolos excêntricos e a progressão controlada de carga os métodos mais eficazes para promover reorganização tecidual, melhora funcional e redução da dor. Intervenções complementares, como exercícios isométricos, treino proprioceptivo, fortalecimento da cadeia cinética proximal, técnicas manuais, dry needling e recursos ecoguiados, mostraram-se benéficas quando associadas a programas de reabilitação estruturados. A fisioterapia destaca-se, portanto, como a principal abordagem terapêutica, capaz de restaurar a função, prevenir recidivas e otimizar o retorno às atividades esportivas. Conclui-se que o tratamento deve ser individualizado e guiado pela tolerância à carga e pela evolução clínica, integrando estratégias mecânicas, neuromusculares e educativas para alcançar resultados seguros e duradouros.