Importância da frenotomia em recém-nascidos com anquiloglossia: revisão de literatura
Autor(es)
Aline dos Anjos
Orientador(a)
Ana Flávia Bissoto Calvo
Coorientador(a)
Patrícia Fernanda Roesler Bertolini
Resumo
A anquiloglossia, alteração anatômica caracterizada pela fixação do frênulo lingual ao assoalho bucal, pode comprometer funções essenciais como sucção e deglutição. Esta revisão de literatura observa a importância da frenotomia para recém-nascidos com anquiloglossia, considerando a percepção das mães e os efeitos na amamentação. Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2025, em português, inglês ou espanhol, disponíveis nas bases de dados: SciELO, Google Acadêmico e Biblioteca Virtual em Saúde, excluindo artigos que não disponíveis para acesso na integra sobre de frenotomias no SUS entre 2013 e 2017. Ao todo foram incluídos 19 artigos. Não há consenso sobre sua relação direta com a amamentação. Estudos demonstram que a frenotomia, quando bem indicada, promove melhora na pega, redução da dor mamilar e maior eficiência na alimentação do bebê. No entanto, a variabilidade entre os instrumentos de avaliação, como o Protocolo de Avaliação da Língua para Bebês, conhecido popularmente como “teste da linguinha”, e o Bristol Tongue Assessment Tool (BTAT), evidencia a necessidade de padronização diagnóstica. A inclusão de cirurgiões-dentistas nas unidades de saúde, o uso de protocolos clínicos rigorosos e o acompanhamento contínuo na Atenção Primária são fundamentais para evitar intervenções desnecessárias e garantir o desenvolvimento saudável do lactente. A percepção materna reforça a importância do manejo humanizado e da orientação profissional no processo decisório sobre o tratamento.