Hábitos orais deletérios e as consequências na mordida aberta anterior: revisão de literatura
Autor(es)
Giovana Ferraz Sançon
Orientador(a)
Aline de Oliveira Silva Magalhães
Resumo
A mordida aberta anterior (MAA) é uma má oclusão caracterizada pela ausência de contato vertical entre os incisivos superiores e inferiores, podendo comprometer funções essenciais como mastigação, fonação e respiração. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos e, principalmente, influências ambientais, com destaque para os hábitos bucais deletérios, como sucção não nutritiva, respiração bucal e interposição lingual. O presente estudo teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão da literatura, a influência desses hábitos na etiologia e no tratamento da MAA. Para isso, foram realizadas buscas nas bases de dados Google Acadêmico, SciELO e PubMed/MEDLINE, utilizando descritores em português e inglês relacionados ao tema, com a inclusão de artigos publicados na íntegra, voltados à dentição decídua e mista. Foram selecionados 30 estudos que abordaram a relação entre hábitos orais e alterações no desenvolvimento craniofacial. A análise da literatura evidencia que os hábitos deletérios atuam como fatores determinantes no desenvolvimento da MAA, interferindo no equilíbrio neuromuscular e no crescimento das estruturas orofaciais. Além disso, destaca-se que a intervenção precoce, associada à remoção do fator etiológico e à abordagem multidisciplinar, apresenta melhores resultados e maior estabilidade a longo prazo. Conclui-se que o diagnóstico precoce e a atuação integrada entre ortodontia, otorrinolaringologia e fonoaudiologia são fundamentais para o tratamento eficaz da mordida aberta anterior, contribuindo para a reabilitação funcional e a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.