As fraturas de côndilo são lesões de alta incidência na traumatologia bucomaxilofacial, e correspondem a grande parte das fraturas de mandíbula. Os homens de meia idade são os mais acometidos, e a principal causa das fraturas de côndilo são acidentes de trânsito. O presente trabalho tem como objetivo elucidar, por meio de uma revisão de literatura, os aspectos epidemiológicos, bases para diagnóstico e abordagens terapêuticas possíveis para as fraturas condilares. O diagnóstico deve ser fechado com base nos sinais clínicos que estão comumente associados à fraturas de côndilo como dor, edema, alteração dos movimentos mandibulares, complementados com exames de imagem, destacando a tomografia computadorizada. A abordagem terapêutica divide-se em duas modalidades, a conservadora, que envolve principalmente imobilização maxilomandibular e fisioterapia associados, e a cirúrgica que engloba os acessos para redução aberta e fixação interna rígida. Foi possível concluir que a incidência das fraturas de côndilo é alta dentre as fraturas faciais, causada principalmente por acidentes de trânsito. Em relação ao tratamento conclui-se que não há um consenso sobre qual tipo de abordagem é a padrão ouro, todo caso deve receber um planejamento individualizado.