A imersão em água fria é amplamente utilizada como recurso terapêutico e de recuperação física, promovendo diversas respostas fisiológicas e hormonais. Entre seus principais efeitos estão a vasoconstrição periférica, a diminuição da temperatura corporal e a redução da condução nervosa, o que auxilia no controle da dor, na inflamação e na recuperação muscular. Além dos efeitos físicos, o frio também estimula respostas neuroendócrinas, com liberação de hormônios e neurotransmissores relacionados ao bem-estar, melhora do humor e redução do estresse. Em atletas, a técnica tem sido aplicada após o exercício para atenuar danos musculares e acelerar a recuperação, embora os resultados variem conforme a temperatura, o tempo e a frequência de uso. Quando aplicada de forma contínua e excessiva, pode reduzir os processos de adaptação e hipertrofia muscular. O presente estudo é uma revisão de literatura, sendo realizado entre os meses de maio a novembro de 2025. Foram utilizados artigos publicados nos últimos 13 anos, extraídos das bases de dados: Pubmed, PEDro, Lilacs e Scielo. Foram encontrados 130 artigos, sendo que somente 9 atingiram os critérios e foram incluídos na pesquisa. De modo geral, os estudos mostram que, embora alguns marcadores de dano muscular não se alterem com a crioimersão, há melhora subjetiva da dor percebida. No entanto, seu uso deve ser restrito quando o foco principal for o estímulo máximo de hipertrofia muscular, em razão de sua interferência nos processos moleculares de crescimento tecidual.