O envelhecimento populacional é um processo global que provoca aumento na incidência de doenças crônicas e declínio da funcionalidade física em idosos. Entre os fatores associados, destacou-se a sarcopenia, definida como a perda progressiva de massa e força muscular, resultando em limitação funcional e redução da qualidade de vida. Diante desse cenário, o treinamento resistido foi reconhecido como uma estratégia eficaz para prevenir e reverter os efeitos deletérios do envelhecimento, promovendo ganhos de força, equilíbrio e autonomia. Este estudo teve como objetivo analisar os efeitos do treinamento resistido no condicionamento muscular e na funcionalidade de idosos. Tratou-se de uma revisão bibliográfica de natureza qualitativa e descritiva, realizada entre agosto e novembro de 2025, por meio da análise de artigos publicados nas bases Cochrane Library, LILACS e PubMed, selecionando-se doze estudos que atenderam aos critérios de inclusão. Os resultados demonstraram que o treinamento resistido, aplicado de forma regular e supervisionada, promoveu melhora significativa da força, do equilíbrio, da mobilidade e da composição corporal, além de influenciar positivamente a qualidade do sono e o bem-estar psicológico. Constatou-se que a individualização dos programas, com progressão adequada de carga e controle de cadência, potencializou os benefícios funcionais e reduziu o risco de quedas e dependência. Concluiu-se que o treinamento resistido constituiu uma intervenção segura e essencial na fisioterapia geriátrica, contribuindo para a prevenção da sarcopenia e para a promoção de um envelhecimento ativo e saudável.