Este estudo revisou a literatura sobre os efeitos da realidade virtual (RV) na reabilitação motora e funcional de pacientes com Doença de Parkinson (DP). Foram selecionados dez estudos publicados entre 2017 e 2023, incluindo ensaios clínicos randomizados, séries de casos e relatos de caso, que aplicaram diferentes modalidades de RV — não imersiva, semi-imersiva e imersiva — em diversas faixas etárias e estágios da doença. As intervenções tiveram como foco o equilíbrio, a marcha, a destreza manual, a função motora e, em alguns casos, aspectos cognitivos e qualidade de vida. Os resultados mostraram que a RV promoveu melhorias significativas em parâmetros motores e funcionais, com efeitos adicionais em cognição e motivação dependendo da intensidade, duração e tipo de tecnologia utilizada. Protocolos imersivos e aqueles combinados com imagética motora demonstraram maior manutenção dos ganhos e engajamento. Limitantes metodológicos, como heterogeneidade de protocolos, pequenas amostras e curto período de seguimento, foram identificados, indicando necessidade de padronização e investigação futura sobre neuroplasticidade e estratégias de adesão. Em síntese, a RV se apresentou como um recurso complementar eficaz à fisioterapia convencional, com potencial para maximizar resultados motores, funcionais e cognitivos em pacientes com DP.