As cerâmicas odontológicas vêm evoluindo continuamente, buscando aliar estética, resistência e biocompatibilidade nas restaurações indiretas. Este trabalho apresenta uma revisão sobre os principais tipos de cerâmicas, sua classificação, composição, indicações clínicas e os protocolos de tratamento interno adequados para cada material. As cerâmicas vítreas e reforçadas por cristais se destacam pela excelente estética e adesão, enquanto as policristalinas, como a zircônia, oferecem maior resistência mecânica, sendo indicadas para regiões posteriores. O tratamento interno varia conforme a estrutura da cerâmica: o ácido fluorídrico e o silano são aplicados nas vítreas, enquanto o jateamento com óxido de alumínio e primer MDP é indicado para as policristalinas. Observou-se que a seleção do material e do protocolo adesivo correto, associada ao planejamento individualizado de cada caso clínico, é determinante para o sucesso estético e funcional das restaurações. Conclui-se que o avanço das zircônias translúcidas e das cerâmicas híbridas amplia as possibilidades clínicas, promovendo restaurações mais naturais, duráveis e previsíveis.