Células tronco pluripotentes induzidas: avanços e aplicações na medicina regenerativa
Autor(es)
Alysson Cavalcante Noleto
Orientador(a)
Milton Camplesi Junior
Resumo
O presente trabalho apresentou uma revisão integrativa sobre células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs), destacando sua capacidade de reprogramação celular, amplo potencial de diferenciação e aplicação promissora na medicina regenerativa. O texto descreveu a origem histórica do conceito de dinâmica celular, desde teorias pré-modernas até os avanços que culminaram na descoberta das iPSCs por Takahashi e Yamanaka, incluindo o papel essencial dos fatores OSKM na indução da pluripotência. O estudo enfatizou que as iPSCs superaram os entraves éticos das células tronco embrionárias permitindo a modelagem personalizada de doenças, favorecendo possíveis terapias inovadoras, principalmente em patologias neurodegenerativas. Ademais, também discutiu a evolução tecnológica que aprimorou a geração e manipulação das iPSCs, como o uso de CRISPR, marcadores fluorescentes e protocolos de diferenciação neural. A metodologia utilizou base de dados PubMed e ScienceDirect, aplicando critérios rigorosos de elegibilidade, o que resultou em 10 artigos incluídos. A análise evidenciou predominância de estudos dos últimos 5 anos, majoritariamente conduzidos nos EUA, utilizando modelos in vitro, in vivo ensaios clínicos com foco em prevenção e terapias para doenças neurodegenerativas. Os achados mostram avanços significativos no uso das iPSCs, porém apontam limitações relacionadas à segurança, estabilidade genética e padronização de protocolos. O estudo concluiu que as iPSCs representam uma ferramenta valiosa para a medicina regenerativa, embora seu uso clínico ainda exija pesquisas robustas e de longo prazo.