O presente trabalho tem como objetivo verificar o aumento dos índices de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), com ênfase na sífilis, que vem despertando crescente preocupação devido ao seu avanço contínuo nos últimos anos. O estudo busca refletir sobre o impacto social da realidade de quem recebe o diagnóstico, considerando a desigualdade no acesso à informação e aos serviços prestados na área da saúde, além das práticas de prevenção. Apesar das ações de prevenção promovidas pela Organização Mundial da Saúde e pelo Ministério da Saúde, os índices de infecção por HIV, sífilis e hepatites permanecem elevados, evidenciando falhas nas estratégias públicas de enfrentamento. Entre 2011 e 2021, houve aumento de aproximadamente 800% nos casos de sífilis, com destaque para a faixa etária de 15 a 19 anos, que apresentou crescimento superior a 1.100%. Esse cenário reforça a persistência da sífilis como epidemia no país, reconhecida oficialmente pelo Ministério da Saúde desde 2016. Além disso, a subnotificação é comum, pois muitos casos assintomáticos são identificados apenas por meio de exames laboratoriais. Estudos mostraram que, embora a maioria da população reconheça a transmissão sexual da doença, há falhas significativas na adoção de medidas preventivas, especialmente no uso regular de preservativos. Pesquisas realizadas em diferentes regiões do Brasil revelam lacunas no conhecimento sobre o agente etiológico e as formas de prevenção, inclusive entre estudantes. Trata-se de um trabalho, de revisão bibliográfica, com base em fontes científicas atualizadas e dados epidemiológicos oficiais onde foi possível concluir que há um nítido crescimento de novos casos de sífilis e é necessário aprofundar as campanhas de conscientização e as testagens para sífilis e outras ISTs