Aspectos biomoleculares da relação de doença de Alzheimer e periodontite: revisão de literatura
Autor(es)
Rafaela Silva Gonçalves
Orientador(a)
Patrícia Fernanda Roesler Bertolini
Coorientador(a)
Oswaldo Biondi Filho
Resumo
A Doença de Alzheimer (DA) é uma enfermidade neurodegenerativa progressiva caracterizada por declínio cognitivo, acúmulo de placas beta-amiloides e emaranhados neurofibrilares. A Periodontite, por sua vez, é uma doença inflamatória crônica dos tecidos de suporte dentário, desencadeada pela ação de microrganismos periodontopatogênicos e pela resposta imune do hospedeiro. Evidências recentes indicam uma estreita correlação entre ambas as patologias, mediada por mecanismos inflamatórios e biomoleculares comuns. A presença de bactérias como Porphyromonas gingivalis e seus lipopolissacarídeos pode induzir resposta sistêmica exacerbada, ultrapassando a barreira hematoencefálica e promovendo neuroinflamação, disfunção sináptica e acúmulo de proteínas tóxicas características da DA. Além disso, a ativação de citocinas pró-inflamatórias, como IL-1β, IL-6 e TNF-α, favorece o estresse oxidativo e a apoptose neuronal. Estudos clínicos e experimentais sugerem que a periodontite atua como fator de risco modificável para a Doença de Alzheimer, reforçando a importância da saúde periodontal como componente preventivo de doenças neurodegenerativas. A compreensão desses aspectos biomoleculares contribui para novas estratégias diagnósticas e terapêuticas integradas entre Odontologia e Neurologia.