A epidemia estética na era digital: influências midiáticas, consequências sociais e a atuação do biomédico esteta
Autor(es)
Deborah Victoria Domingues de Oliveira
Orientador(a)
Juliana Menara de Souza Marques
Resumo
A busca por padrões de beleza vem se intensificando na era digital, impulsionada pela disseminação de imagens idealizadas nas redes sociais e pela valorização excessiva da aparência. Esse cenário contribuiu para o surgimento do fenômeno conhecido como epidemia estética, que influencia diretamente a construção da autoimagem, da autoestima e do comportamento social. O objetivo deste trabalho foi analisar como a disseminação desses padrões contribui para a epidemia estética, seus fatores de risco e seus impactos emocionais e sociais, destacando a importância da atuação consciente do biomédico esteta. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com estudos publicados nos últimos cinco anos, nas bases PubMed e SciELO, em português e inglês. Os resultados indicam que os procedimentos estéticos minimamente invasivos podem promover melhora da autoestima, satisfação com a aparência e bem-estar emocional, especialmente quando realizados de forma ética, individualizada e com expectativas bem alinhadas. Entretanto, os estudos também revelam variações individuais nos resultados, além de limitações metodológicas, como amostras reduzidas, ausência de padronização na avaliação emocional e falta de acompanhamento a longo prazo. Conclui-se que a estética não deve ser compreendida como imposição social, mas como uma ferramenta de cuidado e valorização pessoal, sendo fundamental a atuação responsável e humanizada do profissional para a promoção da saúde integral.
Palavras-chave
Epidemia estética | Padrões de beleza | Harmonização facial | Autoestima | Qualidade de vida