A construção do corpo da mulher contemporânea brasileira e a autorrealização identitária, suas consequências e influências pela abordagem fenomenológica-existencial
A construção do corpo da mulher contemporânea brasileira e a autorrealização identitária, suas consequências e influências pela abordagem fenomenológica-existencial
O presente trabalho investigou como se constitui a identidade corporal da mulher contemporânea brasileira sob a ótica da fenomenologia existencial. Trata-se de uma pesquisa exploratória de cunho bibliográfico, fundamentada em autores como Husserl e Heidegger, que permitiu compreender a mulher enquanto (In-der-Welt-sein) ser-no mundo em constante processo de (re)significação. O estudo buscou analisar três dimensões principais: a influência da família, o papel da mídia e a relação entre a modelagem corporal e os transtornos alimentares. Constatou-se que a família atua como primeira estrutura de socialização, podendo tanto reforçar estereótipos quanto favorecer a autonomia feminina. Já a mídia, especialmente as redes sociais, intensifica padrões estéticos inalcançáveis que geram insatisfação corporal e sofrimento psíquico. A partir da abordagem fenomenológica-existencial, compreendeu-se que os transtornos alimentares expressam vivências existenciais de falta de sentido, e não apenas disfunções comportamentais. Assim, a pesquisa destaca a importância de uma escuta clínica que reconheça o corpo como expressão singular da existência. Conclui-se que a identidade feminina é construída de forma dinâmica, atravessada por aspectos históricos, sociais e subjetivos, exigindo a busca pela autenticidade e pela autorrealização frente às pressões socioculturais.
Palavras-chave
Corpo feminino | Identidade | Fenomenologia existencial | Mídia | Família | Transtornos alimentares | Autenticidade