Work-Related Musculoskeletal Disorders in Brazil’s Meat Industry: A 2006–2024 Occupation, Age, and Gender Overview
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Informações
Título
Work-Related Musculoskeletal Disorders in Brazil’s Meat Industry: A 2006–2024 Occupation, Age, and Gender Overview
Título (EN)
Work-Related Musculoskeletal Disorders in Brazil’s Meat Industry: A 2006–2024 Occupation, Age, and Gender Overview
Autor(es)
Lilian Dias Pereira | Irenilza de Alencar Nääs | Vando Aparecido Monteiro | Hercules Jose Marzoque | Maria do Carmo Baracho de Alencar
Instituição
Universidade Paulista
Tipo
Artigo
Tipo de Mídia
Revista
Resumo (EN)
This study presents a quantitative, cross-sectional analysis of work-related musculoskeletal disorders (WRMSDs) among sick leave recipients in Brazil’s meat production chain, using official surveillance data. A marked temporal shift was observed; women remained more affected by upper limb injuries, such as shoulder and wrist disorders. In 2022, male notifications surpassed female ones, marking a turning point linked to improved reporting and the inclusion of WRMSDs in Brazil’s compulsory notification list. Workers aged 20–49 were the most impacted group, with diagnoses including shoulder lesions, tenosynovitis, carpal tunnel syndrome, back pain, and occupational risk exposure. The findings highlight systemic barriers, including underreporting, inadequate protection, and weak return-to-work protocols. Implementing gender-differentiated ergonomic protocols is crucial, as it requires reducing repetitive strain for women in line-feeding/cutting roles, and mitigating environmental hazards (such as cold, vibration, and chemical exposure) for men in farming/slaughtering. These results underscore the urgent need for gender-sensitive preventive strategies and occupational health policies tailored to the meat processing industry.
Resumo
Este estudo apresenta uma análise quantitativa e transversal dos distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT) entre trabalhadores afastados por licença médica na cadeia produtiva da carne no Brasil, utilizando dados oficiais de vigilância em saúde. Foi observada uma mudança temporal significativa: as mulheres continuaram sendo mais afetadas por lesões nos membros superiores, como distúrbios no ombro e no punho. Entretanto, em 2022, o número de notificações entre homens ultrapassou o das mulheres, marcando um ponto de inflexão associado à melhoria dos sistemas de notificação e à inclusão dos DORT na lista brasileira de agravos de notificação compulsória. Os trabalhadores com idade entre 20 e 49 anos constituíram o grupo mais afetado, apresentando diagnósticos como lesões no ombro, tenossinovite, síndrome do túnel do carpo, dores nas costas e exposição a riscos ocupacionais. Os resultados evidenciam barreiras sistêmicas importantes, incluindo subnotificação, proteção inadequada aos trabalhadores e fragilidade dos protocolos de retorno ao trabalho. A implementação de protocolos ergonômicos diferenciados por gênero mostra-se essencial, exigindo, por um lado, a redução dos esforços repetitivos entre mulheres que atuam em linhas de alimentação e corte e, por outro, a mitigação dos riscos ambientais enfrentados pelos homens nas atividades de criação e abate, como exposição ao frio, à vibração e a agentes químicos. Esses achados reforçam a necessidade urgente de estratégias preventivas sensíveis às diferenças de gênero e de políticas de saúde ocupacional especificamente direcionadas à indústria de processamento de carnes.
Palavras-chave
work-related musculoskeletal disorders (WRMSDS); occupational health surveillance; gender disparities; meat processing industry; ergonomic risk factors
Direito de Acesso
Acesso Aberto
Financiamento
Vice-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa da Universidade Paulista – UNIP
Publicado em
PEREIRA, Lilian Dias; NÄÄS, Irenilza de Alencar; MONTEIRO, Vando Aparecido; MARZOQUE, Hercules José; ALENCAR, Maria do Carmo Baracho de. Work-related musculoskeletal disorders in Brazil’s meat industry: a 2006–2024 occupation, age, and gender overview. Safety, v. 12, n. 1, art. 18, 2026.