How has the sustainability of countries changed after COVID-19? Evidence from the pandemics’ first year
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Informações
Título
How has the sustainability of countries changed after COVID-19? Evidence from the pandemics' first year
Título (EN)
How has the sustainability of countries changed after COVID-19? Evidence from the pandemics' first year
Autor(es)
B.F. Giannetti | B.F. Giannetti | T. Fonseca | T. Fonseca | F. Agostinho | F. Agostinho | L.C.T. Santos | L.C.T. Santos | C.M.V.B. Almeida | C.M.V.B. Almeida
Instituição
Universidade Paulista
Tipo
Artigo
Tipo de Mídia
Revista
Resumo (EN)
The Covid-19 crisis has caused several social-related issues; the sanitary is, perhaps, the most significant one. Lockdowns and vaccination were implemented to fight the Covid-19 virus. From a sustainability perspective, Covid-19 has been considered a meaningful crisis driver that has affected nations' economies and social and natural capitals. The literature presents clues that effects appear to be different among countries. Recognizing its importance as public policies for sustainability, this study aims to assess how the sustainability of countries has changed after Covid-19, focusing on countries' economic power that reflects their capacity to face the crisis. A sample of 89 countries is considered, and 2019–2020 are set as base years for data gathering, which covers the first year of the Covid-19 crisis. Sustainability is conceptually supported and represented by a 3-D cube. The natural environment is expressed by the ecological footprint (EF) method, the economic capital by the gross domestic product (GDP), and the social capital by the happiness index. Results show that sustainability of economies was negatively affected after first year of Covid-19 crisis, but in different magnitudes, according to nations' economic power. While the sustainability of the wealthiest economies was slightly changed during 2019–2020 but maintained within the named ‘useful-order’ world (environmentally unsustainable, productive, and happy), the poorest economies pushed about 169 million people into the worst performance, reaching the ‘ineffective’ world (environmentally unsustainable, unproductive, and unhappy). Numbers highlight the inequalities of sustainability performance among countries, according to their capacity to face the Covid-19 crisis. The shield of the richest evaluated countries comprising 5 % of the world population is more powerful than the shield of the poorest evaluated countries carrying 67 % of the world population. Results claims for efforts to make different policies and provide economic support differently for countries, since although we are all under the same storm, but in different boats.
Resumo
A crise provocada pela COVID-19 desencadeou diversos problemas de natureza social, sendo a crise sanitária, possivelmente, a mais significativa. Medidas como lockdowns e campanhas de vacinação foram implementadas para conter a disseminação do vírus. Sob a perspectiva da sustentabilidade, a COVID-19 tem sido considerada um importante fator de crise, com impactos sobre as economias nacionais e sobre os capitais social e natural dos países. A literatura indica que esses efeitos ocorreram de forma desigual entre as nações. Reconhecendo a relevância das políticas públicas para a promoção da sustentabilidade, este estudo teve como objetivo avaliar como a sustentabilidade dos países foi alterada após o início da pandemia de COVID-19, considerando o poder econômico das nações como um reflexo de sua capacidade de enfrentar a crise. Para isso, foi analisada uma amostra composta por 89 países, utilizando dados referentes aos anos de 2019 e 2020, abrangendo o primeiro ano da pandemia. A sustentabilidade foi representada conceitualmente por um modelo tridimensional (cubo 3D), no qual o capital natural foi mensurado por meio da Pegada Ecológica (Ecological Footprint – EF), o capital econômico pelo Produto Interno Bruto (PIB) e o capital social pelo Índice de Felicidade. Os resultados demonstraram que a sustentabilidade das economias foi negativamente afetada durante o primeiro ano da pandemia, porém em diferentes magnitudes, conforme o poder econômico de cada país. Enquanto as economias mais ricas apresentaram apenas pequenas alterações em seus níveis de sustentabilidade entre 2019 e 2020, permanecendo no denominado mundo de “ordem útil” (useful-order world), caracterizado por ser ambientalmente insustentável, porém produtivo e com elevados níveis de felicidade, as economias mais pobres registraram um agravamento significativo de seu desempenho, levando aproximadamente 169 milhões de pessoas à condição do chamado mundo “ineficaz” (ineffective world), caracterizado por ser ambientalmente insustentável, improdutivo e com baixos níveis de felicidade. Esses resultados evidenciam as profundas desigualdades no desempenho da sustentabilidade entre os países, refletindo suas diferentes capacidades de enfrentamento da crise provocada pela COVID-19. O estudo demonstra que a capacidade de proteção dos países mais ricos — que representam cerca de 5% da população mundial — é significativamente superior à dos países mais pobres, que concentram aproximadamente 67% da população mundial. Dessa forma, os autores defendem a necessidade de elaboração de políticas públicas diferenciadas e da oferta de apoio econômico específico para cada realidade nacional, reconhecendo que, embora todos tenham enfrentado a mesma tempestade, os países navegaram em embarcações muito diferentes.
Palavras-chave
Ecological footprint | Eight worlds sustainability model | Gross domestic product | Happiness
Direito de Acesso
Acesso restrito
Financiamento
Vice Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa/CAPES
Publicado em
GIANNETTI, Biagio Fernando; FONSECA, Tamara; AGOSTINHO, Feni; SANTOS, Luiz Carlos Terra dos; ALMEIDA, Cecília Maria Villas Bôas de. How has the sustainability of countries changed after COVID-19? Evidence from the pandemics' first year. Science of the Total Environment, v. 855, artigo 158766, 2023.