É você, Satanás? Narrativas midiáticas nos casos Evandro e Altamira
Documento
Metadados
Título
É você, Satanás? Narrativas midiáticas nos casos Evandro e Altamira
Título (EN)
Is it you, Satan? Analysis of media discourse in the cases of Altamira and Evandro
Autor(es)
Laura Loguercio Cánepa | Carla Montuori | Isabella Gaeta | Sarah Szabo Iossi
Instituição
Universidade Paulista
Tipo
Artigo
Publicado em
Carrillo Gaeta, Isabella; Szabó Iossi, Sarah Sofia; Loguercio Cánepa, Laura; Montuori Fernandes, Carla. É você, Satanás? Narrativas midiáticas nos casos Evandro e Altamira. Ação Midiática – Estudos em Comunicação, Sociedade e Cultura, Curitiba, n. 31, p. 1–20, 2026.
Resumo (EN)
This study analyzes the media coverage of the criminal murder cases known as the "Evandro Case" and the "Altamira Boys," investigating how the phenomenon of satanic panic was constructed and disseminated in Brazil during the 1990s. The central interest of the research lies in understanding how the press mobilized sensationalist and moralizing discourses, influencing public perception and investigations. The objective, therefore, is to understand the role of the media in consolidating satanic panic and its social and legal consequences. To this end, a qualitative analysis of headlines published in the newspapers Hora H, O Globo, A Província do Pará, and Revista Veja was conducted, observing terms such as "ritual" and "black magic." The results demonstrate that the media reinforced stereotypes, contributed to controversial convictions, and perpetuated alarmist discourses.
Resumo
Este estudo analisa a cobertura midiática dos casos criminais de assassinatos conhecidos como “Caso Evandro” e “Meninos de Altamira”, investigando como o fenômeno do pânico satânico foi construído e disseminado no Brasil na década de 1990. O interesse central da pesquisa reside em compreender a forma como a imprensa mobilizou discursos sensacionalistas e moralizantes, influenciando a percepção pública e as investigações. O objetivo, assim, é compreender o papel da mídia na consolidação do pânico satânico e consequências sociais e jurídicas. Para isso, foi realizadauma análise qualitativa de manchetes publicadas nos jornais Hora H, O Globo, A Província do Pará e Revista Veja, observando os termos como “ritual” e “magia negra”. Os resultados demonstram que a mídia reforçou estereótipos, contribuiu para condenações controversas e perpetuação de discursos alarmistas
Palavras-chave
Brasil; Anos 1990; Pânico satânico; Crimes reais; Mídia; Comunicação
Direito de Acesso
Acesso Aberto
Financiamento
CAPES; CNPq e FAPESP