Aplicação Subgengival de Eritritol e Clorexidina como Monoterapia na Terapia Periodontal Não Cirúrgica: Ensaio Clínico Randomizado
Documento
Informações
Título
Aplicação Subgengival de Eritritol e Clorexidina como Monoterapia na Terapia Periodontal Não Cirúrgica: Ensaio Clínico Randomizado
Título (EN)
Subgingival Application of Erythritol and Chlorhexidine Powder as an Alternative to Conventional Non-Surgical Periodontal Treatment: Clinical and Patient-Centered Evaluation in a Randomized Clinical Trial
Autor(es)
Maria Fernanda Kolbe Sepulcre
Orientador(es)
Marcio Zaffalon Casati
Data de Defesa
09/02/2026
Resumo (EN)
This study evaluated the effect of subgingival erythritol + 0.3% chlorhexidine powder application as monotherapy during step II of periodontal treatment compared to conventional ultrasonic instrumentation followed by rubber cup and prophylactic paste polishing. The study was conducted at Universidade Paulista (UNIP), approved by the Research Ethics Committee (CEP/UNIP, CAAE 6332106, Opinion #6.332.106), and strictly followed CONSORT 2025 guidelines for randomized clinical trials.
This randomized, controlled, single-blind, split-mouth clinical trial included 28 patients (aged 30-80 years), both sexes, systemically healthy, diagnosed with stage II, III, or IV grade B or C periodontitis (Caton et al., 2018), presenting at least four uniradicular sites with probing depth ≥4 mm and bleeding on probing, distributed across two distinct hemiarches.
Initial screening, detailed anamnesis, oral hygiene instruction, plaque retentive factor removal, cavity sealing, supragingival scaling, and coronal polishing were performed. After 30 days, patients were re-evaluated to confirm inclusion criteria. Quadrants were randomized using computer-generated lists to receive: Test treatment — subgingival air-polishing with erythritol + 0.3% chlorhexidine powder; or Control treatment — ultrasonic instrumentation. Procedures were performed without initial local anesthesia, with patient-requested option available.
Sample size calculation was based on Sallum et al. (2005), considering clinical attachment level changes (95% power, α=0.05), predicting 19 patients, increased by 50% for potential losses, totaling 28 individuals. Clinical evaluations — probing depth (PD), gingival margin position (GMP), clinical attachment level (CAL), plaque presence at site (PP), bleeding on probing at site (BoP), full-mouth plaque index (FMPI), and full-mouth bleeding on probing index (FMBOP) — were conducted at baseline (T0), 3, and 6 months by a blinded calibrated examiner (intraclass correlation coefficient ≥0.90). Pain was assessed using the visual analog scale (VAS) immediately and 24 hours post-treatment. Monthly supragingival plaque control was performed. Statistical analysis used generalized linear mixed-effects models for repeated measures and McNemar test for dichotomous indices (SPSS, α=0.05).
Results showed significant PD reductions at 3 and 6 months in both groups (Control: 5.60±1.04 mm → 4.27±1.43 mm → 4.00±1.24 mm; Test: 5.46±1.10 mm → 4.64±1.43 mm → 4.78±1.80 mm). Site-specific bleeding on probing improved significantly at 6 months versus T0 (Control: 100% → 61%; Test: 100% → 78%). CAL reduced in Control at 3 and 6 months versus baseline (6.08±1.57 mm → 4.56±1.97 mm → 4.50±2.01 mm) but remained stable in Test (5.86±1.87 mm → 5.04±1.77 mm → 5.33±2.05 mm); intergroup difference at 6 months favored Control (4.50±2.01 mm vs. 5.33±2.05 mm from baseline) (P<0.05). GMP remained stable. VAS scores showed no statistical difference between treatments (Test: 41.5±28.25 mm, Control: 53.0±30.38 mm baseline). Anesthesia was required in 6 Control vs. 2 Test patients (P=0.125). Twenty-eight patients were treated; 25 completed 3 months; 18 completed 6 months.
In conclusion, isolated subgingival air-polishing with erythritol + 0.3% CHX effectively reduces probing depth and bleeding on probing during the active phase similarly to conventional treatment but is inferior to ultrasonic instrumentation for clinical attachment level gains at 6 months. Patient-centered outcomes showed no statistical differences.
Resumo
Este trabalho avaliou o efeito da aplicação subgengival de pó de eritritol + clorexidina 0,3% (ASEC) como monoterapia isolada durante a fase II do tratamento periodontal, em comparação com a instrumentação ultrassônica convencional e polimento com taça de borracha. O estudo foi realizado na UNIP, com aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa e seguiu as diretrizes CONSORT 2025 para ensaios clínicos randomizados.
Trata-se de um ensaio clínico randomizado, controlado, cego e de boca dividida, com 28 pacientes, de ambos os sexos, em boa condição de saúde, diagnosticados com periodontite nos estágios II - IV, graus B ou C, apresentando pelo menos 4 sítios em dentes unirradiculares com profundidade de sondagem ≥4 mm e sangramento à sondagem, distribuídos em dois hemiarcos distintos.
Foi feita triagem inicial, anamnese, instrução de higiene oral, remoção dos fatores retentivos de placa, raspagem supra gengival e polimento coronário. Após 30 dias, os quadrantes foram randomizados por lista computadorizada para receberem: Tratamento teste — ASEC ou Tratamento controle — instrumentação ultrassônica. Os procedimentos foram realizados sem anestesia, com opção de recebê-la, caso o paciente solicitasse.
O cálculo amostral baseou-se em Sallum et al. (2005), considerando alteração no nível de inserção clínica (potência 95%, α=0,05), prevendo 19 pacientes, aumentado em 50% para possíveis perdas de acompanhamento, totalizando 28 indivíduos. As avaliações clínicas — profundidade de sondagem (PS), posição da margem gengival (PMG), nível de inserção clínica (NIC), presença de placa no sítio (PP), sangramento à sondagem no sítio (SS), índice de placa de boca toda (IP) e índice de sangramento à sondagem de boca toda (ISS) — foram realizadas no baseline (T0), 3 e 6 meses após o tratamento por examinador cego e calibrado. A dor foi avaliada pela escala visual analógica (VAS) imediatamente e 24 horas pós-tratamento. A análise estatística foi realizada por modelos lineares generalizados de efeitos mistos para medidas repetidas e teste de McNemar para índices dicotômicos (SPSS, α=0,05).
Os resultados revelaram reduções na PS aos 3 e 6 meses em ambos os grupos (Controle: 5,60±1,04 mm → 4,27±1,43 mm → 4,00±1,24 mm; Teste: 5,46±1,10 mm → 4,64±1,43 mm → 4,78±1,80 mm). O SS no sítio melhorou aos 6 meses em relação ao T0 (Controle: 100% → 61%; Teste: 100% → 78%). O NIC reduziu no Controle aos 3 e 6 meses em relação ao baseline (6,08±1,57 mm → 4,56±1,97 mm → 4,50±2,01 mm), mas permaneceu estável no Teste (5,86±1,87 mm → 5,04±1,77 mm → 5,33±2,05 mm); diferença intergrupo aos 6 meses favoreceu o Controle (4,5±2,01 mm versus 5,33±2,05 mm do baseline) (P<0,05). A PMG permaneceu estável. Escores VAS não apresentaram diferença entre os tratamentos. Aplicação de anestesia foi necessária em 6 pacientes no Controle versus 2 no Teste. Vinte e oito pacientes foram tratados, 25 pacientes completaram 3 meses; 18, 6 meses.
Conclui-se que o uso o isolado da ASEC é capaz de reduzir PS e SS durante a fase ativa de forma semelhante ao tratamento convencional, porém inferior ao ultrassom no ganho de NIC aos 6 meses. Os desfechos centrados no paciente não mostraram diferença estatística.
Tipo
Tese
Palavras-chave
eritritol; clorexidina; periodontite; conforto do paciente.
Área de Concentração
Clínica Odontológica
Linha de Pesquisa
Prevenção, terapêutica e materiais relacionados às condições do sistema estomatognático
Grupo de Pesquisa da UNIP cadastrado no CNPq
Esquemas Terapêuticos e Curativos Propostos e Preconizados no Tratamento das Doenças Bucais
Instituição
Universidade Paulista
Financiamento
Capes - PROSUP
Direito de Acesso
Acesso Aberto