Blindagem coronária pós tratamento endodôntico: revisão de literatura
Autor(es)
Isabele Minucelli Rovesta
Orientador(a)
Danilo Kirschner Camargo Moraes
Resumo
A blindagem coronária constitui um dos pilares fundamentais para o prognóstico favorável e a longevidade da terapia endodôntica. Embora a desinfecção e a obturação apical sejam etapas cruciais, a microinfiltração através da cavidade de acesso é apontada como um dos maiores riscos para a recontaminação bacteriana, uma vez que a guta-percha, isoladamente, não promove um vedamento hermético contra a microbiota oral. Diante desse cenário, a blindagem coronária ou barreira intraorifício, preferencialmente realizada de modo imediato, torna-se uma etapa importante do protocolo para manter a assepsia. O uso de resinas Bulk-Fill e resina Flow destaca-se pela capacidade de reforço estrutural e excelente adaptação às paredes dentinárias, o que reduz as tensões de contração e as falhas técnicas reabilitadoras. Materiais biocerâmicos como o MTA e opções consagradas como o Cimento de Ionômero de Vidro (CIV) são analisados como alternativas viáveis devido à sua biocompatibilidade e propriedades adesivas, respectivamente, embora apresentem limitações específicas. Estudos recentes também evidenciam a eficácia de abordagens como o selamento dentinário pré-endodôntico e o uso de materiais inovadores, a exemplo das resinas J-Temp, para otimizar a força de união e proteger a integridade dos condutos radiculares. Esta revisão bibliográfica demonstra que a padronização do selamento cervical é essencial para garantir o sucesso e a longevidade clínica das reabilitações pós-tratamento de canal.
Palavras-chave
Endodontia | Blindagem Coronária | Resina Bulk-Fill | Resina J-Temp | Cimento de ionômero de vidro (CIV) | Resina flow | MTA | Microinfiltração