Adaptações cardiovasculares ao treinamento físico: bases fisiológicas e evidências em saúde e doença
Informações
Título
Adaptações cardiovasculares ao treinamento físico: bases fisiológicas e evidências em saúde e doença
Autor(es)
Giovanna Souza de Oliveira | Giovani Bravin Peres | Gabriela Pintar de Oliveira
Instituição
Universidade Paulista
Tipo
Artigo
Tipo de Mídia
Revista
Resumo (EN)
Cardiovascular diseases remain the leading cause of morbidity and mortality worldwide, and physical inactivity is one of the main modifiable risk factors associated with adverse outcomes. This narrative review aimed to synthesize the evidence on the effects of physical exercise on cardiovascular physiology, encompassing central and peripheral adaptations related to aerobic capacity (VO2max), acute hemodynamic responses, and exercise-induced cardiac remodeling, as well as the impact of these adaptations in cardiovascular diseases. Searches were conducted in the MEDLINE, PubMed, SciELO and Virtual Health Library (BVS) databases, prioritizing publications from the last 20 years and including original studies, reviews and guidelines. The analyzed studies show that regular training, whether aerobic, resistance, interval, or combined, promotes increases in VO2max, reductions in resting heart rate, improvements in cardiac output and endothelial function, and favors structural cardiac adaptations consistent with the so-called “athlete’s heart”. In individuals with coronary artery disease, heart failure, hypertension and peripheral arterial disease, structured exercise and cardiac rehabilitation programs are associated with improvements in functional capacity, quality of life, risk factor control and reduction of clinical events. The dose-response relationships between exercise and health benefits are generally inverse and curvilinear, with substantial gains observed when individuals transition from sedentary behavior to minimal recommended levels of physical activity. Overall, the literature reinforces physical exercise as a central intervention for the prevention and treatment of cardiovascular diseases, requiring individualized, clinically guided, evidence-based prescription.
Resumo
As doenças cardiovasculares permanecem como a principal causa de morbimortalidade no mundo, e o sedentarismo figura entre os principais fatores de risco modificáveis associados a desfechos adversos. Nesta revisão narrativa, buscou-se sintetizar as evidências sobre os efeitos do exercício físico na fisiologia cardiovascular, abrangendo adaptações centrais e periféricas relacionadas à capacidade aeróbica (VO2máx), às respostas hemodinâmicas agudas e ao remodelamento cardíaco, bem como o impacto dessas adaptações em doenças cardiovasculares. As buscas foram realizadas nas bases MEDLINE, PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), priorizando publicações dos últimos 20 anos e incluindo estudos originais, revisões e diretrizes. Os estudos analisados demonstram que o treinamento regular, seja ele aeróbio, resistido, intervalado ou combinado, promove aumento do VO2máx, redução da frequência cardíaca de repouso, melhora do débito cardíaco e da função endotelial, além de favorecer adaptações estruturais cardíacas compatíveis com o chamado “coração de atleta”. Em indivíduos com doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca, hipertensão e doença arterial periférica, programas estruturados de exercício e reabilitação cardíaca associam-se a melhora da capacidade funcional, qualidade de vida, controle de fatores de risco e redução de eventos clínicos. As relações entre dose de exercício e benefício são, em geral, inversas e curvilíneas, com ganhos expressivos ao se migrar do sedentarismo para níveis mínimos de atividade física. Em conjunto, a literatura reforça o exercício físico como intervenção central na prevenção e no tratamento das doenças cardiovasculares, exigindo prescrição individualizada, clinicamente orientada e baseada em evidências.
Palavras-chave
fisiologia do exercício, sistema cardiovascular, adaptações, doenças cardiovasculares, respostas hemodinâmicas
Publicado em
Brazilian Journal of Health Review
Direito de Acesso
Acesso Aberto