Évocê, Satanás? Narrativas midiáticas nos casos Evandro e Altamira
Documento
Metadados
Título
Évocê, Satanás? Narrativas midiáticas nos casos Evandro e Altamira
Título (EN)
Is it you, Satan? Analysis of media discourse in the cases of Altamira and Evandro
Autor(es)
Laura Loguercio Cánepa | Carla Montuori | Isabella Gaeta | Sarah Szabo Iossi
Instituição
Universidade Paulista
Tipo
Artigo
Publicado em
AÇÃO MIDIÁTICA, n. 31, jan/jun. 2026 Curitiba. PPGCOM –UFPR, ISSN 2238-0701
Resumo (EN)
This study analyzes the media coverage of the criminal cases involving the murders of “Evandro Case” and the “Altamira Boys Case,” investigating how the phenomenon known as satanic panic was constructed in Brazil during the 1990s. The central focus of the research is to understand how the press mobilized sensationalist and moralizing discourses, influencing public perception and investigations. The aim, therefore, is to examine the role of the media in consolidating satanic panic and its socialand legal consequences. To this end, a qualitative analysis was conducted on headlines published in Hora H, O Globo, A Província do Pará and Veja magazine, with attention to the use of terms such as “ritual” and “black magic.” The results demonstrate that the media reinforced stereotypes, contributing to controversial convictions and the perpetuation of alarmist discourses
Resumo
Este estudo analisa a cobertura midiática dos casos criminais de assassinatos conhecidos como “Caso Evandro” e “Meninos de Altamira”, investigando como o fenômeno do pânico satânico foi construído e disseminado no Brasil na década de 1990. O interesse central da pesquisa reside em compreender a forma como a imprensa mobilizou discursos sensacionalistas e moralizantes, influenciando a percepção pública e as investigações. O objetivo, assim, é compreender o papel da mídia na consolidação do pânico satânico e consequências sociais e jurídicas. Para isso, foi realizadauma análise qualitativa de manchetes publicadas nos jornais Hora H, O Globo, A Província do Pará e Revista Veja, observando os termos como “ritual” e “magia negra”. Os resultados demonstram que a mídia reforçou estereótipos, contribuiu para condenações controversas e perpetuação de discursos alarmistas
Palavras-chave
Brasil; Anos 1990; Pânico satânico; Crimes reais; Mídia; Comunicação
Direito de Acesso
Acesso Aberto
Financiamento
CAPES; CNPq e FAPESP