2025 – Modern colonialism in carbon markets? Insights from emergy accounting
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Anexos
Informações
Título
2025 - Modern colonialism in carbon markets? Insights from emergy accounting
Título (EN)
2025 - Modern colonialism in carbon markets? Insights from emergy accounting
Autor(es)
Pedro Pierucci | Feni Agostinho | Federico Sulis | Cecília M.V.B. Almeida | Biagio F. Giannetti
Instituição
Universidade Paulista
Tipo
Artigo
Tipo de Mídia
Revista
Resumo (EN)
Climate change demands mitigation actions, and the international carbon credit market has emerged as a key strategy, as recognized by the Kyoto Protocol and, more recently, the Paris Agreement. However, carbon credit exchanges between developed and developing countries have increasingly reflected a pattern of Modern Colonialism, as market prices typically based on willingness-to-pay fail to capture the true value of ecosystem services provided by credit-generating countries. To address this imbalance, scientific tools that assess ‘value’ from the donor’s perspective are essential, in which Emergy Accounting and its Emergy Exchange Ratio (EER) offers a promising approach. This study applies the EER to assess Brazil’s carbon credit transactions from 2004 to 2019. Results show that Brazil exported between 25 and 43 times more emergy than it received in monetary return, indicating a significant ecological-economic imbalance. A biophysical value per ton of CO₂-eq. under the emergy perspective would be up to 40 times higher than market prices, resulting in an estimated cumulative loss of approximately USD 523 million for Brazil over the period analyzed. Although resolving the structural roots of unequal ecological exchange is beyond the scope of this study, our analysis contributes by focusing on one measurable dimension of that inequality. To tackle the disparities identified in Brazil’s carbon credit trade, two main actions are proposed: (i) adjusting the price of carbon credits through diplomatic engagement, active participation in multilateral forums, and the establishment of minimum pricing based on biophysical metrics; and (ii) forming trade partnerships with countries that have higher Emergy per Money Ratios (EMRs), therebyenhancing emergy-based purchasing power. This study highlights the EER as a valuable tool for renegotiating equitable trade terms, guiding the valuation of ecosystem services, and promoting environmental justice. Future work should explore its integration into regulatory frameworks, including Brazil’s upcoming Emissions Trading System, to foster more equitable carbon market dynamics.
Resumo
As mudanças climáticas exigem a implementação de medidas eficazes de mitigação, e o mercado internacional de créditos de carbono consolidou-se como uma das principais estratégias para esse fim, sendo reconhecido inicialmente pelo Protocolo de Kyoto e, mais recentemente, pelo Acordo de Paris. Entretanto, as transações de créditos de carbono entre países desenvolvidos e em desenvolvimento têm reproduzido um padrão semelhante ao do colonialismo moderno, uma vez que os preços praticados no mercado, geralmente determinados pela disposição de pagamento dos compradores (willingness-to-pay), não refletem o verdadeiro valor dos serviços ecossistêmicos fornecidos pelos países que geram esses créditos. Diante desse cenário, torna-se necessária a utilização de ferramentas científicas capazes de mensurar o conceito de valor sob a perspectiva do doador dos recursos naturais. Entre essas ferramentas destaca-se a Contabilidade em Emergia (Emergy Accounting) e, em especial, o Índice de Troca em Emergia (Emergy Exchange Ratio – EER), que permite avaliar a equidade das relações comerciais considerando a qualidade da energia incorporada aos recursos negociados. Neste estudo, o EER foi aplicado para analisar as transações de créditos de carbono realizadas pelo Brasil no período de 2004 a 2019. Os resultados demonstraram que o país exportou entre 25 e 43 vezes mais emergia do que recebeu em retorno monetário, evidenciando um expressivo desequilíbrio ecológico-econômico nessas transações. Sob a perspectiva biofísica da emergia, o valor de uma tonelada de CO₂ equivalente poderia ser até 40 vezes superior ao preço praticado no mercado internacional, resultando em uma perda acumulada estimada em aproximadamente US$ 523 milhões para o Brasil ao longo do período analisado. Embora a resolução das causas estruturais das trocas ecológicas desiguais extrapole o escopo da pesquisa, o estudo contribui ao quantificar uma dimensão mensurável dessa desigualdade. Para reduzir as distorções identificadas no comércio brasileiro de créditos de carbono, os autores propõem duas estratégias principais: (i) promover a revisão dos preços dos créditos de carbono por meio de negociações diplomáticas, participação ativa em fóruns multilaterais e estabelecimento de preços mínimos fundamentados em métricas biofísicas; e (ii) fortalecer relações comerciais com países que apresentam maiores Razões Emergia/Moeda (Emergy per Money Ratio – EMR), aumentando assim o poder de compra brasileiro sob a perspectiva da emergia. Os resultados destacam o potencial do Emergy Exchange Ratio (EER) como instrumento para apoiar a renegociação de termos comerciais mais justos, aperfeiçoar a valoração dos serviços ecossistêmicos e promover maior justiça ambiental nas negociações internacionais. Além disso, os autores sugerem que pesquisas futuras explorem a incorporação desse indicador em instrumentos regulatórios, incluindo o futuro Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, contribuindo para o desenvolvimento de mercados de carbono mais equitativos e sustentáveis.
Palavras-chave
Brazil; Carbon credits; Carbon trading; EER; Emergy-based trade
Direito de Acesso
Acesso restrito
Financiamento
Vice Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa/CAPES?CNPq
Publicado em
PIERUCCI, P. et al. Modern colonialism in carbon markets? Insights from emergy accounting. Ecological Modelling, v. 510, p. 111327, 3 set. 2025.