Incidência de sífilis congênita no estado de Goiás de 2022 a 2024 conforme dados do DATASUS
Autor(es)
Iasmim Mendonça Regis
Orientador(a)
Milton Camplesi Junior
Coorientador(a)
Cristiene Costa Carneiro
Resumo
A sífilis congênita é uma das principais causas globais de perda fetal, morte neonatal e infecção congênita. O presente trabalho é um estudo quantitativo do tipo descritivo observacional que teve por objetivo analisar a incidência de casos de sífilis congênita na faixa etária de 0 a 4 anos de idade no Estado de Goiás nos anos de 2022 a 2024. O método observacional foi realizado através de uma análise dos dados disponíveis na base de dados do DATASUS, o TabNet, para a investigação da incidência de sífilis congênita, na faixa etária de 0 a 4 anos, no estado de Goiás, conforme os últimos dados publicados no DATASUS. Segundo dados do DATASUS foi notificado, entre os anos de 2022 a 2024, o total de 2.000 casos de sífilis congênita no Estado de Goiás, desses casos, 99,7% foram diagnosticados em crianças com faixa etária entre 0 e 4 anos, 94,55% das mães tinham idade entre 15 e 39 anos, 7,8% não terminaram o ensino fundamental e 16,2% não tem ensino médio completo e 80,9% das mães que os filhos tiveram sífilis congênita realizaram pré-natal e 15,85% não realizaram. Discutir a sífilis congênita é necessário porque, embora seja prevenível, ela ainda representa um grave problema de saúde pública global, estando associada a perdas fetais, natimortalidade e morbidade neonatal significativa. Além disso, fatores sociais e econômicos, como baixa escolaridade e acesso inadequado ao pré-natal, estão fortemente correlacionados com maior risco de transmissão vertical da infecção. A discussão sobre o tema possibilita a conscientização da população e o aprimoramento das políticas públicas, favorecendo a redução dos casos e auxiliando estudos futuros.
Palavras-chave
Sífilis congênita | Pré-natal | Datasus | Educação sexual