Avaliação das evidências sobre o uso da toxina botulínica no controle da depressão
Autor(es)
Gabriella Rezende Castro Luciano
Orientador(a)
Caroline Castro de Araújo
Resumo
A depressão é uma das principais causas de incapacidade, sendo o transtorno mental mais comum do planeta. Estima-se que, em todo o mundo, mais de 300 milhões de pessoas, de todas as idades, sofram com esse transtorno. Apesar de existirem diversas abordagens de tratamentos, cerca de um terço dos pacientes caminham para uma condição crônica e/ou resistente. Portanto, faz-se necessário novas abordagens terapêuticas, a fim de melhorar o curso e prognóstico dos transtornos depressivos. O objetivo deste estudo é descrever como a TB pode ser utilizada como uma ferramenta no tratamento da depressão. A pesquisa foi realizada nas bases de dados PubMed e Scielo, compreendendo o período de 12 anos, com as palavras-chave “toxina botulínica”, “depressão” e “tratamento”. Foram selecionados 7 ensaios clínico mais relevantes e, a partir destes, outras referências foram localizadas. Concluímos que uma série de trabalhos mostraram que as injeções de toxina botulínica podem reduzir os sintomas da depressão. A toxina botulínica é uma escolha de efeito rápido, longa duração, não sistêmico, com poucos efeitos colaterais e com custo semelhante às outras opções de tratamento. A explicação mais aceita é que a toxina botulínica proporciona o feedback proprioceptivo da face, causando efeito positivo no humor. Porém, os mecanismos de ação ainda não são conhecidos e são pesquisas em andamento.