Implicações odontlógicas do uso de bisfosfonato e sua relação com a osteonecrose dos maxilares
Autor(es)
Luiza Milani da Costa
Orientador(a)
Juliana Bellini
Resumo
A odontologia moderna busca restaurar função, estética, conforto e saúde oral em pacientes que perderam dentes, sendo os implantes dentários a opção mais eficaz. A demanda por implantes aumentou devido ao envelhecimento populacional, perda dentária relacionada à idade e maior preocupação estética. O sucesso dos implantes depende de fatores como técnica cirúrgica adequada, osseointegração e cuidados pós-operatórios, podendo ser prejudicado por doenças sistêmicas, tabagismo e uso de bifosfonatos. Estes medicamentos, usados no tratamento de osteoporose e outras doenças ósseas, podem aumentar a densidade óssea, mas também elevar o risco de osteonecrose da mandíbula, especialmente em uso prolongado ou intravenoso. A revisão de literatura de 2018 a 2022 identificou 12 estudos sobre a interação entre bifosfonatos e implantes dentários, abordando temas como osteonecrose, pós-menopausa, diabetes tipo 2, osseointegração, estabilidade de implantes, osteoblastos e enxerto ósseo. Conclui-se que pacientes em uso de bifosfonatos requerem avaliação cuidadosa, monitoramento e orientação sobre riscos antes de procedimentos odontológicos invasivos.
Palavras-chave
Implantes Dentários | Bisfosfonatos | Osteonecrose dos Maxilares | Estabilidade de Implantes Dentários | Enxreto Ósseo