O objetivo deste estudo foi identificar os efeitos da MP em pacientes criticamente enfermos internados em UTIPs. Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, com pesquisas realizadas entre fevereiro e novembro de 2025, nas bases de dados SciELO, PEDro, MEDLINE e LILACS, nos idiomas inglês e português, abrangendo o período de 2015 a 2025. Os resultados demonstram que a MP em crianças é uma prática segura e viável quando criteriosamente monitorada, levando em consideração a condição clínica e funcional do paciente. Os estudos analisados evidenciam aumento na oferta e na precocidade das intervenções fisioterapêuticas, além de progressos na mobilidade e independência funcional. Contudo, os desfechos clínicos de maior impacto, como redução do tempo de ventilação mecânica e de internação, ainda apresentam resultados inconclusivos. Os autores ressaltam a necessidade de protocolos específicos para o público pediátrico, considerando idade, nível de desenvolvimento motor e grau de cooperação. Diante da escassez de pesquisas motor voltadas exclusivamente à população infantil, destaca-se a importância de novos estudos que possibilitem padronizar condutas e definir parâmetros de segurança. Conclui-se que a MP é uma ferramenta promissora para otimizar o desfecho funcional e clínico de crianças criticamente enfermas em UTIPs, sendo necessária a implementação de protocolos baseados em evidências que maximizem os benefícios e garantam a segurança dos pacientes.
Palavras-chave
Deambulação precoce | Unidades de terapia intensiva pediátrica | Fisioterapia