Análise do potencial de interações medicamentosas entre medicamentos de uso contínuo e fármacos prescritos na clínica odontológica
Documento
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Informações
Título
Análise do potencial de interações medicamentosas entre medicamentos de uso contínuo e fármacos prescritos na clínica odontológica
Title
Analysis of the potential for drug interactions between chronic-use medications and drugs prescribed in dental practice
Autor(es)
Caroline Davolio, Mariana Gasparoti, Mariana Danetti, Juliana Bellini Pereira da Silva, Flávia Magnani Bevilacqua, Maria Paula Rando Meirelles, Fernanda Datti, Marcelo Datti
Edições
Tipo de Artigo
ORIGINAL ARTICLES / ARTIGOS ORIGINAIS
Curso
Odontologia
Palavras-chave
Interações medicamentosas; Preparações farmacêuticas; Uso de medicamentos
Resumo (EN)
Objective – To investigate potential drug interactions between the drugs continuously used by patients and those employed in the clinic. Drug interactions consist of pharmacokinetic and pharmacodynamic alterations resulting from the combination of two or more drugs and/or medication interactions. In dental clinics, it is common to prescribe drugs belonging to the categories of analgesics, antibiotics, and anti-inflammatory agents. Although used for a short period, these medications may expose the patient to drug interactions and adverse reactions. Methods – A retrospective analysis of patient records from the dental clinics at the Universidade Paulista (UNIP), Swift unit, in Campinas/SP, during 2022 and 2023. The most frequent pathologies and the most cited continuously used medications were identified. Data were compared with the standardized drugs prescribed in the clinic, allowing for the evaluation of potential drug interactions. Results – 69% of patients reported pre-existing conditions, with cardiovascular diseases being the most prevalent. The most cited drug class was angiotensin receptor blockers (15%), followed by lipid-lowering agents (8.8%), antidepressants (7.1%), oral hypoglycemics (5.7%), hormone therapies for hypothyroidism (5.1%), diuretics (4.5%), and oral contraceptives (4.2%). Although dental prescriptions lead to short-term treatments, some interaction pathways with non-steroidal anti-inflammatory drugs were observed, possibly increasing the risk of nephrotoxicity and bleeding, as well as with steroidal anti-inflammatories, in which case the efficacy of the anti-inflammatory may be affected. Conclusion – There is potential for drug interactions, and the observed interactions involve the synergism of adverse effects and mechanisms such as enzymatic induction or inhibition, which could potentially affect the efficacy and safety of odontological prescriptions.
Resumo
Objetivo – Investigar potenciais interações medicamentosas entre os medicamentos utilizados de modo contínuo pelos pacientes com os fármacos usados na clínica. As interações medicamentosas consistem em alterações farmacocinéticas e farmacodinâmicas através do uso concomitante entre duas ou mais drogas e/ou interação entre medicamentos. Na clínica odontológica é comum a prescrição de fármacos que pertencem a classe de analgésicos, antibióticos e anti-inflamatórios. Esses medicamentos, apesar de serem utilizados por um período curto, podem submeter o paciente a interações medicamentosas e reações adversas. Métodos – Análise retrospectiva de prontuários de pacientes atendidos nas clínicas odontológicas da Universidade Paulista (UNIP), unidade Swift, em Campinas/SP nos anos de 2022 e 2023. Foram identificadas patologias mais frequentes e os medicamentos de uso contínuo mais citados. Os dados foram comparados com os fármacos padronizados prescritos na clínica, permitindo avaliar potenciais interações medicamentosas. Resultados – 69% relataram patologias pré-existentes, sendo as doenças cardiovasculares as mais prevalentes. A classe medicamentosa mais citada foi a dos bloqueadores dos receptores de angiotensina (15%), seguido de hipolipêmicos (8,8%), antidepressivos (7,1%), hipoglicemiantes orais (5,7%), terapias hormonais para hipotireoidismo (5,1), diuréticos (4,5%) e contraceptivos orais (4,2%). Apesar da prescrição odontológica conduzir a tratamentos de curto prazo, foram observadas algumas vias de interação com anti-inflamatórios não esteroidais, podendo aumentar o risco de nefrotoxicidade e sangramento, e com anti-inflamatórios esteroidais, neste caso afetando a eficácia do anti-inflamatório. Conclusão – Existe potencial para interações medicamentosas envolvendo o sinergismo de efeitos adversos e mecanismos como indução ou inibição enzimática, que podem potencialmente afetar a eficácia e segurança das prescrições odontológicas.
Instituição
Universidade Paulista
Direito de Acesso
Acesso Aberto