Caracterização da técnica CRISPR-CAS9 em modelos experimentais para o estudo da doença de Alzheimer
Autor(es)
Ana Karla Mendes Xavier
Orientador(a)
Milton Camplesi Júnior
Resumo
A Doença de Alzheimer (DA) é uma enfermidade neurodegenerativa progressiva caracterizada pelo acúmulo dos peptídeos beta-amiloide (Aβ) e pela formação de emaranhados neurofibrilares resultantes da hiperfosforilação da proteína tau. Apesar de décadas de pesquisa, a fisiopatologia da DA permanece complexa e multifatorial, e os tratamentos disponíveis ainda não impedem sua progressão. A tecnologia CRISPR-Cas9 tem emergido como uma ferramenta promissora para a investigação de doenças neurodegenerativas, permitindo a modulação precisa de genes associados à patogênese da DA e a criação de modelos experimentais mais representativos. Este estudo realizou uma revisão integrativa da literatura, analisando artigos publicados nos últimos cinco anos sobre o uso do CRISPR-Cas9 na modelagem genética e investigação de processos patológicos relacionados à DA. Os resultados destacam a eficiência da técnica na geração de modelos animais e celulares humanizados, no estudo funcional de mutações nos genes PSEN1, PSEN2 e APOE, e na modulação de vias amiloidogênicas e neuroinflamatórias. Embora os modelos gerados apresentem avanços significativos, nenhum é capaz de reproduzir integralmente a neurodegeneração progressiva
observada em humanos. Conclui-se que a edição gênica via CRISPR-Cas9 é uma ferramenta essencial para aprofundar a compreensão da fisiopatologia da DA e contribuir para o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas.
Palavras-chave
Doença de alzheimer | CRISPR-Cas9 | Beta-amiloide | Neurodegenaração | Edição gênica