Os terceiros molares, ou dentes do siso, desenvolvem-se após o nascimento, com formação iniciada entre os 3 e 4 anos, calcificação entre 7 e 10 anos, coroa formada após os 12 anos e erupção entre 17 e 21 anos. Apesar de comuns, esses dentes frequentemente causam problemas à saúde bucal e à qualidade de vida, como dor, dificuldade de mastigação, insônia e ansiedade. Por não possuírem função essencial e estarem associados a doenças como cáries, pericoronarite, reabsorção radicular, cistos e tumores, sua extração (exodontia) é amplamente recomendada, especialmente de forma preventiva durante a adolescência, quando a raiz ainda está em formação e a densidade óssea é menor, facilitando o procedimento. A exodontia, no entanto, é um procedimento invasivo que pode apresentar complicações no pré, trans e pós-operatório. Durante a cirurgia, podem ocorrer fraturas ósseas, lesões em dentes adjacentes e comunicação buco-sinusal. No pós-operatório, complicações como dor, edema, trismo, infecções, hemorragias e parestesias exigem acompanhamento adequado. Fatores como posicionamento do dente, técnica cirúrgica, capacitação profissional e planejamento influenciam diretamente na ocorrência de acidentes. Assim, o diagnóstico preciso com exames clínicos e radiográficos é essencial para o sucesso do procedimento. O presente trabalho apresenta uma revisão de literatura, com pesquisa realizada nas bases BVS e PubMed, visando identificar as principais complicações da exodontia de terceiros molares, seus fatores de risco e estratégias de prevenção e tratamento.