Caminhos da arteterapia para ressignificar a violência vivida pela mulher durante a infância
Autor(es)
Alexandra Dias Galvadão Rocha | Claudia Rossetti | Giorgia Tamara Martins | Marilia do Amaral Altenfelder Silva | Maris Feliciano Crispim Leite
Orientador(a)
Gustavo Nascimento
Resumo
O presente trabalho visa investigar a Arteterapia fundamentada na Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung como uma possibilidade de ressignificação da violência psicológica vivida por mulheres durante a infância. A pesquisa, de caráter bibliográfico e qualitativo, teve como objetivo compreender de que forma os traumas infantis impactam a vida adulta, manifestando-se em complexos padrões relacionais disfuncionais e sofrimentos psíquicos. A análise teórica considerou conceitos centrais da teoria junguiana, como arquétipos, inconsciente coletivo e processo de individuação, e explorou o potencial transformador da expressão simbólica por meio de recursos artísticos, incluindo mandalas, desenhos, pintura e imaginação ativa. Os
resultados apontam que a Arteterapia favorece o acesso e a elaboração de conteúdos inconscientes, promovendo a integração psíquica, a reconstrução da autoestima e o enfrentamento de experiências traumáticas. Além disso, destaca-se sua relevância enquanto prática clínica, oferecendo às mulheres ferramentas de autoconhecimento, expressão emocional e ressignificação de experiências de violência. Conclui-se que a Arteterapia, aliada aos princípios da Psicologia Analítica, constitui-se como uma intervenção eficaz no processo de cura e fortalecimento psíquico de mulheres que vivenciaram traumas na infância.