A endometriose é uma doença ginecológica crônica caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina, ocasionando dor pélvica intensa, dispareunia e prejuízo funcional significativo. Este estudo tem como objetivo analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, a eficácia das estratégias fisioterapêuticas no alívio da dor e na melhora da funcionalidade de mulheres com endometriose. Foram consultadas as bases SciELO, LILACS e PubMed, incluindo artigos publicados entre 2020 e 2024, em português e inglês. Os estudos selecionados evidenciaram que a fisioterapia pélvica é um recurso terapêutico eficaz e seguro, com resultados positivos na redução da dor pélvica crônica, melhora da mobilidade, da função sexual e da qualidade de vida. Técnicas como exercícios lombo-pélvicos, terapia manual, eletroterapia, TENS, biofeedback ultrassonográfico, laserterapia e acupuntura mostraram efeitos relevantes, especialmente quando aplicadas em protocolos multimodais e multidisciplinares. Observou-se também que abordagens integradas, associando fisioterapia, intervenções médicas e suporte psicológico, potencializam os resultados e contribuem para o bem-estar físico e emocional das pacientes. Apesar das limitações metodológicas identificadas — como tamanho reduzido de amostras e ausência de acompanhamento em longo prazo —, os achados apontam a fisioterapia como parte essencial do tratamento da endometriose, devendo ser incorporada de forma mais ampla aos protocolos clínicos. Conclui-se que o manejo fisioterapêutico representa um avanço no cuidado integral e humanizado às mulheres com endometriose, promovendo autonomia funcional e melhor qualidade de vida.