A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) concentra pacientes graves em ambiente com suporte avançado e monitorização contínua. Apesar de reduzir a mortalidade, a imobilidade prolongada, associada à ventilação mecânica e à restrição ao leito, favorece fraqueza muscular, complicações respiratórias e perda funcional. Nesse contexto, a Mobilização Precoce (MP) surge como estratégia de reabilitação, com evidências de redução do tempo de ventilação mecânica e melhora do estado funcional. Entre as condutas, destaca-se a posição ortostática, que estimula ajustes hemodinâmicos, amplia a expansão pulmonar e favorece a readaptação postural e metabólica à posição ereta. O objetivo deste estudo foi identificar os efeitos do ortostatismo em pacientes críticos. Realizou-se revisão de literatura nas bases SciELO, LILACS e PubMed, com descritores em português e inglês, incluindo estudos com adultos internados em UTI, publicados entre 2013 e 2025. Foram inicialmente encontrados 230 artigos; após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, restaram 10 estudos para análise. Os estudos revisados demonstraram que a inserção do ortostatismo nos protocolos de MP contribui para ganho muscular, melhora ventilatória e estabilização hemodinâmica, além de favorecer independência funcional e reduzir tempo de UTI em alguns cenários. Em virtude dos estudos analisados, pode-se concluir que o ortostatismo, quando aplicado de forma segura e protocolada, representa recurso eficaz e de baixo custo na reabilitação intensiva, justificando sua inclusão rotineira em programas de mobilização precoce.