O papel do psicólogo na compreensão e no manejo do luto complicado na prática clínica
Autor(es)
Carla Nunes | José Eduardo Galvão Junior | Márcia Cristina Milanesi | Paulo José da Silva
Orientador(a)
Marina Schwartz
Resumo
Diante de uma sociedade que evita a morte e silencia o sofrimento, este trabalho discutiu o luto complicado e o papel do psicólogo no acolhimento de pessoas enlutadas. O luto complicado é caracterizado por uma reação intensa e persistente diante da perda, que compromete a adaptação do sujeito à ausência e pode gerar impactos significativos em sua saúde mental. A pesquisa teve como objetivo compreender as possibilidades de atuação do psicólogo diante dessa forma de luto, considerando os desafios éticos, técnicos e formativos envolvidos. Tratou-se de um estudo de natureza qualitativa e exploratória, desenvolvido por meio de revisão bibliográfica sistemática de publicações nacionais. Os resultados indicaram que o manejo do luto complicado exige escuta qualificada, sensibilidade clínica, conhecimento teórico e articulação com diferentes profissionais da saúde. Também foram identificadas lacunas na formação acadêmica quanto à abordagem da morte e do luto, o que fragiliza o preparo do psicólogo para lidar com essas experiências. Concluiu-se que o trabalho clínico com enlutados deve ser orientado por uma postura ética, respeitosa e comprometida com a singularidade de cada vivência, reconhecendo o sofrimento como legítimo e digno de cuidado, bem como por uma maior atenção e apropriação de conhecimento técnico específico sobre o tema.
Palavras-chave
Morte | Luto | Luto complicado | Psicologia
Curso
Psicologia
Área de Concentração
Pesquisa Qualitativa de Levantamento Bibliográfico